>As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe, 2005)

publicado em:10/12/05 9:04 PM por: Kamila Azevedo Uncategorized

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“As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, do diretor Andrew Adamson (de “Shrek”), abre com uma cena de um bombardeio aéreo em Londres. Em pânico, a família Pevensie vê as casas ao seu redor pegando fogo. Com a ausência do patriarca, que está lutando na guerra, a matriarca toma uma decisão drástica e envia os seus quatro filhos – Peter (William Moseley), Susan (Anna Popplewell), Edmund (Skandar Keyne) e Lucy (Georgie Henley, uma verdadeira revelação) – para a casa de um parente no interior da Inglaterra – um local, definitivamente, bem mais seguro.

Os irmãos Pevensie deixaram o ambiente nada liberal da Londres em plena II Guerra Mundial e acabaram indo parar em outro igualmente reprimido. Peter, Susan, Edmund e Lucy nada podiam fazer na casa de seu parente, o professor Digory Kirke (Jim Broadbent). Eles só brincavam ao ar livre. Depois de quebrarem uma das muitas regras impostas pela governanta da casa do professor, os irmãos Pevensie decidem se esconder em um guarda-roupa, cuja magia só era conhecida por Lucy e Edmund.

O guarda-roupa continha uma passagem secreta para o mundo mágico de Nárnia, um local que, apesar da sua infinita beleza, escondia uma história muito triste. Há mais de 100 anos, desde que Jadis, a Feiticeira Branca (Tilda Swinton) ascendeu ao poder, Nárnia se tornou um local frio e carente do calor humano. Em Nárnia, os irmãos Pevensie irão embarcar em uma fantástica e perigosa viagem para tentar salvar o reino da Feiticeira Branca – com a ajuda do sábio leão Aslan (dublado por Liam Neeson), os irmãos irão descobrir que eles não foram para Nárnia por acaso.

“As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” possui muitas semelhanças com outra obra muito famosa: a trilogia “O Senhor dos Anéis”. O autor da primeira, C.S. Lewis, era muito amigo do autor da segunda, J.R.R. Tolkien; e, reza a lenda, foi um dos maiores incentivadores de Tolkien para que ele retratasse a saga do Um Anel. Não se sabe ao certo o quanto que Tolkien foi influenciado por Lewis, mas, tanto “As Crônicas de Nárnia” quanto “O Senhor dos Anéis”, retratam histórias em que uma batalha tem que ser travada, um inimigo tem que ser batido e uma profecia tem que ser confirmada.

As semelhanças também estão presentes nas transposições das duas obras para a grande tela. Tanto “As Crônicas de Nárnia” quanto os filmes que fazem parte da trilogia “O Senhor dos Anéis” foram dirigidos por neozelandeses, filmados em locações deste país e possuem uma qualidade técnica invejável. A diferença é que “As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” tem como alvo um público mais infantil – sem abandonar os adultos que irão acompanhá-los às salas de cinema.

No entanto, a verdade maior é que, desde o fim da trilogia “O Senhor dos Anéis”, em 2003, os fãs do cinema de fantasia e de aventura se sentiam órfãos. Com “As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” este mesmo público irá testemunhar o nascimento de uma nova saga tão fantástica e emocionante quanto a de Frodo Baggins e a Sociedade do Anel. Neste caso, então, todas as semelhanças entre um livro/filme e o outro são mais do que bem-vindas.



Kamila Azevedo

Jornalista e Publicitária



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