>MEME: Filmes Subestimados

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Recebi do amigo blogueiro cinéfilo Vinícius Pereira (do excelente “Blog do Vinícius”), um MEME no qual devo comentar cinco filmes subestimados. De acordo com Vinícius, se enquadram nessa categoria “os longas que você considera maravilhosos, quase uma obra-prima, mas que a maioria acha apenas bom, ou as premiações o ignoraram”. Foi um pouco difícil escolher somente cinco filmes, mas a seleção abaixo inclui alguns dos meus filmes preferidos e que não receberam o reconhecimento que deveriam.

Aproveito para repassar esse mesmo MEME aos seguintes colegas blogueiros: Weiner (“A Grande Arte”), Marcus Vinícius (do “Caminhante Noturno Cinema”), João Paulo (“Cine JP”), Cassiano (“Museu do Cinema”) e Ramon e Rogério (“Cinema em Casa”).

São eles:

- “A.I. – Inteligência Artificial” (Artificial Intelligence: A.I., 2001, dirigido por Steven Spielberg)
Um projeto que foi acalentado por 21 anos pelo aclamado diretor inglês Stanley Kubrick, “A.I. – Inteligência Artificial” acabou sendo realizado – por sugestão do próprio Kubrick – por Steven Spielberg. O filme conta a jornada do robô David (Haley Joel Osment), que passa a morar com a família Swinton, que sofre com o coma irreversível do filho. A trama sofre um revés quando a criança dos Swinton acorda e volta ao lar. Com ciúmes do amor que é dado ao pequeno robô, Martin (Jake Thomas) consegue fazer com que os pais abandonem David à sua própria sorte. É a partir daí que se tem início ao caminho que David tenta percorrer de forma para que ele se transforme num ser humano de verdade, com sentimentos genuínos e reais. “A.I. – Inteligência Artificial” é uma história de amor diferente, com toques de ficção científica, humor e cenas inesquecíveis; além de ser uma das melhores – e mais subestimadas – obras de Spielberg.

- “Em Luta Pelo Amor” (Dangerous Beauty, 1998, dirigido por Marshall Herskovitz)
Produzido pela dupla Marshall Herskovitz e Edward Zwick (que também são responsáveis pelo excelente seriado “Once and Again”), “Em Luta Pelo Amor” é um dos meus filmes de romance favoritos – pois tem uma história linda, cenas marcantes (especialmente o final) e uma produção caprichadíssima. A história se passa em Veneza (Itália), aonde Veronica Franco (Catherine McCormack) se apaixona por Marco Venier (Rufus Sewell). No entanto, como ele é de uma família rica, a mesma se opõe a um possível casamento entre os dois. Veronica, então, escolhe o único caminho possível para a sua vida e se torna cortesã, vivendo romances com alguns dos homens mais poderosos da cidade. O roteiro ainda tem como pano de fundo a influência da Igreja Católica e a Santa Inquisição, que exerce um papel importante no desfecho do filme.

- “Todos Dizem Eu Te Amo” (Everyone Says I Love You, 1996, dirigido por Woody Allen)
As obras produzidas, nos anos 90, pelo diretor e roteirista Woody Allen ficaram meio que esquecidas no tempo. O caso particular de “Todos Dizem Eu Te Amo” é quase alarmante, já que este musical cheio de nostalgia é um dos filmes mais deliciosos da última década. No filme, iremos entrar em contato com os casos de amor de membros de uma mesma família. Iremos de Nova York à Paris numa verdadeira celebração à felicidade e ao amor. O elemento que eu mais gosto no filme são os números musicais, que (salvo no caso de Drew Barrymore) foram interpretados pelos próprios atores. O resultado: danças desengonçadas, vozes imperfeitas, mas que resultam em cenas que nos deixam com um sorriso no rosto e reforçam a sensação de que estamos assistindo a pessoas reais na tela.

- “A Última Noite” (The 25th Hour, 2002, dirigido por Spike Lee)
Esta obra baseada no livro de David Benioff ficou conhecida como o primeiro filme a ser rodado em Nova York após o 11 de Setembro, por isso muitos dos diálogos da película refletem as mudanças vividas pelos habitantes da cidade após os atentados terroristas. Spike Lee realiza uma de suas obras mais maduras ao contar a história de Montgomery Brogan (Edward Norton, em uma das melhores atuações de sua carreira), um traficante de drogas, que – em sua última noite de liberdade – coloca em termos as relações com os amigos (Philip Seymour Hoffman e Barry Pepper), a namorada (Rosario Dawson) e seu pai (Brian Cox). “A Última Noite” é um filme feito de grandes performances, um bom roteiro, uma edição arrojada e uma trilha sonora marcante de Terence Blanchard.

- “Vidas em Jogo” (The Game, 1997, dirigido por David Fincher)
Entre “Seven – Os Sete Pecados Capitais” e “Clube da Luta”, David Fincher realizou essa pequena obra-prima, que conta a história de Nicholas Van Orton (Michael Douglas), um homem solitário e que ganha de presente de aniversário do irmão (Sean Penn) a oportunidade de brincar com um jogo extremamente real e que mexe com a cabeça de seu participante. Em “Vidas em Jogo”, encontramos alguns dos traços marcantes dos filmes de David Fincher, um diretor que nos transporta completamente para a realidade na qual seu filme está inserido.

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