Capítulo 27 – O Assassinato de John Lennon

publicado em:20/11/08 8:34 PM por: Kamila Azevedo TV

No filme “Teoria da Conspiração”, do diretor Richard Donner, Jerry Fletcher (Mel Gibson) tem algo muito interessante a falar a respeito do que ele considera ser os “assassinos solitários”. De acordo com o personagem, todos estes homens que entram para a história por assassinarem pessoas célebres são apresentados ao grande público com seus nomes completos: John Wilkes Booth (que matou o presidente Abraham Lincoln), Lee Harvey Oswald (que assassinou o presidente John Kennedy), James Earl Ray (que acabou com a vida de Martin Luther King) e, finalmente, Mark David Chapman.

 

“Capítulo 27 – O Assassinato de John Lennon”, do diretor e roteirista J.P. Schaefer, enfoca justamente a figura de Mark David Chapman – mais precisamente os dias que antecederam o 08 de Dezembro de 1980, quando aos 25 anos, ele desferiu quatro tiros em John Lennon na frente do prédio Dakota (residência do cantor e compositor na cidade de Nova York) e tendo como testemunhas a esposa do ex-Beatle, Yoko Ono, dentre outras pessoas.

 

É muito difícil para qualquer um tentar compreender o que leva alguém a cometer um ato deste. O que “Capítulo 27 – O Assassinato de John Lennon” nos mostra é que Mark David Chapman era um rapaz muito sensível, com sérios problemas psicológicos e que possuía uma relação bastante peculiar com as músicas de Lennon e, especialmente, com o livro “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Salinger – Chapman carregava um exemplar desta obra no dia do crime e alegou que foi influenciado pelas palavras que leu.

 

Para um filme que dura somente 84 minutos, é até surpreendente ver que “Capítulo 27 – O Assassinato de John Lennon” tem sérios problemas de roteiro. No final, o longa vale para ver o ator Jared Leto se entregando de corpo e alma ao papel de Mark David Chapman. Seguindo a cartilha de uma Charlize Theron, que se enfeiou para interpretar a serial killer Aileen Wuornos em “Monster – Desejo Assassino”, Leto deixou de lado qualquer vaidade e engordou mais de 30 quilos para fazer este personagem. A julgar pela boa performance que ele deu, podemos dizer que todo sacrifício valeu a pena.

 

Cotação: 6,0

 

Capítulo 27 – O Assassinato de John Lennon (Chapter 27, 2007)

Diretor: J.P. Schaefer

Roteiro: J.P. Schaefer (com base no livro de Jack Jones)

Elenco: Jared Leto, Lindsay Lohan, Judah Friedlander



Kamila Azevedo

Jornalista e Publicitária



Comentários


Não que isso seja sinônimo de bom trabalho, mas adoro quando há toda essa transformação por parte de um artista. Jared já mostrou talento em Réquiem para um Sonho mas, de fato, dizem que seu melhor trabalho está em Chapter 27.

Bjos, Kami!

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Kamila, tudo bom? Aqui é o Pedro Fiuza do Cineclube Natal. Não sei se ainda tenho seu e-mail por isso escrevo por aqui. Seguinte, eu tô fazendo um levantamento dos blogs potiguares que falam de cinema e queria saber quais você conhece. Se você puder me fazer esse grande favor, manda pro meu e-mail pedrofiuza@gmail.com, ok? Abs e obrigado

PS: qual o seu sobrenome para eu acrescentar no mapeamento?

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Puxa, Kamila! Não tenho vontade de ver esse filme. Acho que todas as histórias devem ser contadas, claro, mas não me anima ver um filme sobre o assassino de John Lennon. Sei lá.

Bjs! Bom final de semana!

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Kamila, o que mais me chamou a atencao foi essa foto, que soh confirma o que vc escreveu. Fiquei muito curiosa pra ver a performance do Jared Leto. Bjs e bom fds!

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Realmente esse “Capítulo 27” tem sérios problemas, pois mesmo com essa mísera duração, não via a hora de terminar logo. Pode até ser pretensão da minha parte, mas acho que quando um ator sofre uma modificação física tão grande como foi o caso do Jared Leto, ao menos um reconhecimento de público e crítica ele está esperando (não exatamente das premiações), portanto deve ter sido lamentável para ele perceber que o filme foi um tremendo fracasso, mesmo com sua boa atuação – tanto que ele parece mais animado com sua carreira musical. Abraço!

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Curioso vc citar “Teoria da COnspiração”, pq o personagem do Mel Gibson tb é fascinado pelo Apanhador no Campo de Centeio, um livro muito bom que acabou se tornando um estereotipo para leitores desajustados, rebeldes ou incompreendidos.

Quanto ao filme, tb nao gostei muito. Acho que acaba tornando o Chapman mais excentrico ainda. Gosto muito do primeiro encontro dele com Lennon, que me deixou tenso, mas de resto, eu nao me impressiono nem com a atuaçao de Jared Leto.

Abraços!

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Kau, também gosto quando um ator ultrapassa os seus limites interpretando um papel. E tenho que dizer que a performance do Leto, neste filme, é a melhor da carreira dele. Beijos!

Pedro, tudo bem, obrigada! Respondi ao seu comentário via e-mail. Abraços!

Robson, é um filme curioso, sim!

Otavio, eu pensava como você, mas acabei assistindo ao filme justamente pela curiosidade de ver a performance do Jared Leto. Beijos e bom final de semana!

Romeika, isto foi o mesmo que me moveu a assistir este filme. Mas, não espere muita coisa de “Capítulo 27”. Beijos e bom final de semana!

Vinícius, não é pretensão nenhuma de sua parte afirmar isto. Quando a gente vê um ator se dedicando assim a um papel, é claro que ele quer obter este reconhecimento. O Jared deve mesmo ter se sentido frustrado em ver o filme sendo colocado totalmente de escanteio. Abraços!

Hélio, exatamente! O Fletcher, se não me engano, compra uma cópia do livro toda vez que entra em uma livraria. Realmente, a obra do Salinger passou a ser usado como característica para formar o perfil de seres desajustados. Concordo que o filme transforma Chapman num excêntrico e não humaniza em nada o personagem. Abraços!

Pedro, exatamente! Que bom que tens consciência disso! Abraço!

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Devo assisti-lo por Leto, que parece estar muito bem, visto que os comentários ao filme em sí são bem pesados.

Ciao!

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Olá, kamila! Tdo bem?

Quando vi o filme senti um pouco de decepção. O destaque mesmo foi a atuação do Jared Leto. Percebi na hora de assisti-lo por ter problemas de roteiro e para mim um filme deste gênero é um pecado ter isso!

Beijos e tenha um ótimo fim de semana! 😉

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Wally, exatamente! E a performance do Leto merece ser vista!

Mayara, tudo bem, obrigada. E com você? A atuação do Leto é mesmo o melhor momento deste filme. Beijos e ótimo final de semana!

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Sabe o que achei interessante? Para quem leu o livro O Apanhador no Campo de Centeio, entenderá que o diretor usou a forma de narração do livro no filme Capitulo 27. Foi ISSO que me fez curtir o filme. Até meu marido, depois de assistir, disse que não gostou, mas respondi que se ele tivesse lido o livro do J.D. Sallinger, iria entender a visão do diretor.

Eu curti. Embora parado, mostrou o lado paranóico, solitário, chato, impertinente do assassino Mark Chapman. E Jared Leto… caramba, ele teve que engordar quantos kilos? Esse ator se saiu super bem!

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Taty, obrigada pelo comentário. E você fala uma verdade. O filme mostra um lado paranóico mesmo do Mark Chapman. Mesmo assim, não foge daquele trivial retrato dos assassinos célebres.

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A narração em off é enfadonha e Jared Leto tentando fazer uma voz ‘a la’ Truman Capote, é irritante!

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