O Casamento de Rachel

publicado em:26/06/09 11:41 PM por: Kamila Azevedo DVD

Tadinha de Rachel (Rosemarie DeWitt). Todos estão na casa da família dela para o seu casamento com Sidney (Tunde Adebimpe). O ambiente está movido a base de muita música, amor e emoção. Entretanto, ela não está no centro das atenções. Todos os olhares estão voltados para a irmã mais nova dela, Kym (Anne Hathaway, indicada ao Oscar 2009 de Melhor Atriz), que volta pela primeira vez ao lar depois de um bom tempo em mais uma de suas tentativas de reabilitação do vício em drogas. 

Esta é a maneira mais fácil de tentar resumir a trama do filme “O Casamento de Rachel”, do diretor Jonathan Demme. Porém, por trás da aparente reunião familiar para uma ocasião que, na maior parte das vezes, representa a celebração do início de uma nova etapa, se encontra um roteiro (escrito por Jenny Lumet, filha do diretor Sidney Lumet) que fala sobre a vontade de reparar os erros do passado, de enfrentar uma situação difícil de forma a encontrar a força necessária para seguir em frente. 

Neste sentido, há que se aplaudir o roteiro de “O Casamento de Rachel”, que não se satisfaz somente em lançar um olhar sob a vulnerável Kym, que tem que enfrentar olhares curiosos de seres que sabem da sua história, que tem que lidar com o monitoramento do preocupado pai (Bill Irwin), o medo de enfrentar a mãe (Debra Winger) ou o receio de desapontar a irmã. O longa também mostra com destaque a visão de uma família despedaçada pela tragédia e pelo vício, de pessoas calejadas pelas incertezas, desconfianças e recaídas do caminho e de personagens que esconderam suas mágoas por muito tempo. 

Incrível como tudo isso fica em segundo plano no decorrer do dia do casamento de Rachel e das belas festividades que fizeram parte da ocasião. Neste instante, todos ficam em comunhão, em um só espírito. Tudo o mais parece pequeno. Tais sensações nos são passadas com competência por um elenco em total harmonia com o seu diretor, o qual soube arrumar a estratégia correta de colocar a história de Jenny Lumet em tela. As imagens em tom documental combinam com esse senso de vida que “O Casamento de Rachel” nos passa. 

Cotação: 8,0 

O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married, 2008)
Diretor: Jonathan Demme
Roteiro: Jenny Lumet
Elenco: Anne Hathaway, Rosemarie DeWitt, Bill Irwin, Anna Deavere Smith, Debra Winger



Kamila Azevedo

Jornalista e Publicitária



Comentários


Eu achei incrível o jeito que esse filme me surpreendeu,eu assisti ao filme na expectativa de ver um bom trabalho de elenco e de repente um bom filme!
Mas nossa me surpreendeu muito mais do que eu achava ser!

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Olá, Kamila! tudo bem?

O que me conquistou em “O Casamento de Rachel” é simplicidade do roteiro em contar um tema tão delicado. E o elenco está ótimo, com destaque para a surpreendente atuação de Anne Hathaway. 😉

Beijos e tenha um ótimo fim de semana!

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Vi semana passada e gostei tanto quanto vc Kamila, nota 8.

O roteiro é demais mesmo e, com o perdão do trocadilho, “casa” perfeitamente com a direção do Demme. rs

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Leandro, eu também fiquei surpreendida com esse filme.

Mayara, tudo bem, obrigada. E com você? Eu concordo contigo. Beijos e ótimo final de semana!

Bruno, exatamente!! 🙂

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Engraçado pensar que esse filme tenha sido realizado pelo mesmo cara que nos deu O Silêncio dos Inocentes. A câmera na mão, o drama arraigado daquela família, travestido por uma festa de casamento, não parecem características do cinema do Demme. Mas tudo isso funciona no filme, desde o roteiro incrível da novata Jenny Lumet, às atuações do elenco (DeWitt ótima, Hathaway impecável) e a naturalidade das ações. Aquela cena da brincadeira do lava-louça, aparentemente inocente, é extremamente cortante. Grande filme, um dos melhores do ano.

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Ah, mas preciso discordar de uma coisa com você, Kamila. Não acho que durante a festa os personagens consigam ficar em comunhão, a mãe dela parece bastante desconfortável naquele ambiente. Lembra da cena do corte do bolo, que ela retira displicentemente a mão dela das demais? Ou a saída da festa mais cedo? Acho que isso revela a distência que ela tem daquelas pessoas, e acredito que tenha também sua parcela de culpa pela situação desestruturada da família.

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Rafael, concordo com a primeira parte de seu comentário. Quanto ao seu segundo: acho que é doloroso para a mãe estar ali, naquela situação, com aquelas pessoas. Claramente, ela não conseguiu superar o que viveu e não sabe como se reaproximar de sua família. A distância é a maneira que ela encontrou para se sentir segura.

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Belo texto Kamila! É estranho, e ao mesmo tempo surpreendente, imaginar que um cara detalhista como o Jonathan Demme esteja por trás das câmeras. Mas o que mais me chamou a atenção foi a emoção sincera que os atores transmitiram no filme. Embora tenha toda uma improvisação dá a impressão de que o elenco se envolveu de corpo e alma no projeto. Filme muito, muito bom…

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Charles, obrigada. A emoção sincera também me chamou a atenção. Parecia que eu estava vendo um retrato da vida real em tela. Adorei “O Casamento de Rachel”.

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Bom Dia Kamila!
Eu achei um bom filme, principalmente a atuação do elenco feminino. Anne Hathaway, Rosemarie Dewitt e Debra Winger. Admito que não conhecia Rosemarie Dewitt, e seu trabalho me deixou de queixo caído.

Sobre State Of Play, infelizmente só tem por aqui http://www.mininova.org/tor/1665648, se quiser apagar depois, sem problemas!

Abraços,
André.

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É o segundo bom texto que leio recomendando O Casamento de Rachel e ainda não consegui assistir. A Anne Hathaway tem me surpreendido a cada filme. Achei que ela seria mais uma Julia Roberts dos EUA.

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Tadinha mesmo! O filme é bom no frigir dos ovos.

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André C., eu adorei a performance da Rosemarie DeWitt, que conhecia de “Mad Men”. Obrigada pelo link, mas, infelizmente, não vou poder baixar a série. Abraços!

Roberto, eu também achei que ela ia ser a nova Julia Roberts. Que bom que ela tem nos surpreendido.

Cassiano, eu acho que gostei mais desse filme que você.

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Hahahaha pode ter certeza que eu tenho mais filmes e livros que maquaigem. HSUahasu É que filme eu não compro dvd =D Mas eu tenho 1 senhora videoteca. Por sinal o casamento da Rachel, eu gostei, mas não gosteio ao mesmo tempo… teve horas que foi chato, mas ela tava ótima no papel!!!

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Oi Kamila! Neste bom filme, Demme celebra a união dos povos, das raças. Para o diretor, muita gente já aprendeu a conviver com indivíduos de diferentes culturas e costumes. E em um mundo marcado por guerras, preconceitos, violência e inveja, isso é algo a ser comemorado. Mas todos esses elementos estão inseridos no filme de forma sutil, sendo representados por personagens e situações.

Bjs! Bom final de semana!

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Eu achei um bom filme apenas, e apesar de gostar da atuacao da Anne Hathaway, nao me impressionei tanto assim pela mesma.

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Mandy, eu compro DVD todo mês. rsrsrsrsrsrsrrsrrsrs E eu não achei esse filme chato.

Otavio, exatamente. Não tinha visto este filme por este ângulo. Muito bom. Beijos e bom final de semana!

Romeika, eu fiquei impressionada com a Anne Hathaway, mas, quem deixou a melhor impressão em mim, foi a Rosemarie DeWitt.

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Kamila, não consegui me deliciar tanto com esse filme. Adorei a atuação da maioria do elenco com atneção especial a Anne mas acho que o filme é cansativo;

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Fiquei bastante surpreendido com “O Casamento de Rachel”. Esperava apenas uma grande atuação da Anne Hathaway, algo que realmente ocorreu, mas o filme acaba sendo muito bom em seu conjunto. Inclusive acho que o elenco merecia mais reconhecimento…

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Esse é um dos poucos indicados da academia que não vi ainda!

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Robson, não achei o filme cansativo.

Vinícius, eu concordo contigo. O elenco do filme é um dos maiores pontos positivos de “O Casamento de Rachel”.

Cleber, eu estava doida para conferir este filme e, finalmente, consegui fazer isso.

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Não gostei muito não, apesar da Anne ter mandado bem demais. Também gostei da longa cena do jantar, que tem quase 15 minutos de duração, que o diretor conduziu muito bem.

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Pedro, a cena do jantar de ensaio de casamento foi uma das minhas favoritas do filme.

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Olá, Kamila!
Já vi esse filme tem um tempo e achei várias cenas cortantes, daquelas doloridas de querer cavar um buraco e se esconder, como a da brincadeira com a lava-louças.
Gostei do filme, mas achei que em algumas partes ele se perdia com muita dança, música…sei lá!
Vai ver não captei totalmente! rsrs

Beijinhos!

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Realmente é um filme maravilhoso… a Rosemarie DeWitt está ótima e a Anne Hathaway está brilhante, fantastica… interpretação digna de Oscar… pena que Kate não foi Indicada na categoria coadjuvante… se fosse, esse Oscar já seria de Anne.. pena que foi esquecido em varias categorias e a Anne era a unica do Elenco que estava representando esse maravilhoso filme, no Oscar…. mais vamos ver se a Anne vai ganhar Oscar interpretando a Lendaria Judy Garland… Disseram que esse Filme Promete e Anne Hathaway é forte candidata a ganhar grandes prêmios do cinema…

UM ABRAÇO KAMILA…

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Airton, eu adoro a Anne Hathaway. Acho que ela tem um belo futuro pela frente. Beijo!

Carol, acho que o objetivo daquela dança, música era mostrar aquilo que o Otavio falou: povos, culturas diferentes convivendo pacificamente. Beijos!

Gabriel, eu também acho que, se a Kate tivesse como coadjuvante, a Anne sairia com o Oscar. Ainda mais depois de ver a atuação over da Meryl em “Dúvida”. Eu quero muito ver a Anne como Judy Garland. Pode ser o papel da vida dela. Abraço!

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ÔPA! AGORA FIQUEI COM MAIS VONTADE DE VÊ-LO, É UM DOS TIPOS DE HISTÓRIA SOBRE FAMÍLIA QUE MAIS ME AGRADA.

BEIJOS

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Esse filme é incrível. Um dos melhores do ano passado. Roteiro muito bom, atuações muito boas – especialmente a Anne Hathaway. Bastante forte, mas na medida certa.

beijos!

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Filipe, assista que ela está ótima.

Brenno, eu espero que goste do filme, quando assisti-lo. Beijos!

Ciro, concordo. Beijos!

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Eu gostei muito do filme, mas admito que 70% deste “gostei” se deve a Anne… qualquer um que me conheça um pouquinho sabe que eu amo, venero, a Kate Winslet. Digo e repito quantas vezes for necessario, que ela é minha atriz preferida… mas GOD, também sou o primeiro a dizer que neste ano, nem a pau ela tava melhor que a Anne Hathaway… pra mim, ninguém bateu a atuação da Anne, de todos os filmes que eu vi este ano… Ninguém… só pela parte que ela pergunta pra irmã: “Did I sacrifice every bit of… love I’m allowed for this life because I killed our little brother?”… eu já daria pra ela todos os prêmeios de atuação.

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Juro que não esperava muito do filme, mas ele me surpreendeu de uma maneira positivíssima!
Está no meu Top 5 do ano passado!

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Régis, das atuações indicadas ao Oscar de Melhor Atriz, neste ano, a minha favorita, até agora, foi a da Anne Hathaway. Especialmente porque a da Kate Winslet é uma performance coadjuvante.

Alex, o filme não entraria no meu top 5 do ano passado, mas foi, sem dúvida, uma agradável surpresa.

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ainda não vi o filme, apesar de parecer interessante pelo seu breve resumo.
e ocasiões como casamento ou o nascimento de um novo membro sempre unem a família, mesmo que momentaneamente. sei bem o que é isto XD

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hehehe eu gostei, até q chegou no fim eu comecei a adiantar =D Hehehehe eu tenho bocado de filme tb!!!

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hehehe eu gostei, até q chegou no fim eu comecei a adiantar =D Hehehehe eu tenho bocado de filme tb!!! No momento tem uns 300 + seriados… tenho um html com os filmes, as notas q dei, as sinopses, onde esta guardado, é 1 dvdteca mesmo. Tem 1 programa q uso p/ arquivar tudo!!!

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Muito bom filme, a única coisa que me incomodou um pouco foi o estilo câmera na mão usado em muitas cenas. Eu sei que era pra deixar tudo com cara de documentário familiar, mas depois de certo ponto, passou a encher o saco.
Fora isso, um filme tenso na medida certa, e a Anne Hathaway está espetacular.

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Expedito, eu gostei da câmera na mão. Combina com o que o Jonathan Demme queria passar.

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Um belíssimo filme sobre o ser humano. Diria que é até contundente em sua visão sobre o espírito humano. Digno cinema. Elenco fenomenal.

Nota 8.5

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Tbm gostei, Anne Hathaway está ótima, numa bela interpretação da sua personagem, bom filme! nota 7.0!
Bjo! Diego!

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Wally, concordo contigo. Belo comentário!

Diego, eu também gostei do filme. Beijo!

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[…] A mãe que era alijada do convívio familiar, agora tem a chance de poder, com suas particularidades, ensinar aos filhos um pouco sobre leveza, sobre se manter fiel àquilo que se é verdadeiramente e sobre ter a resiliência necessária para encarar as porradas que a vida, de vez em quando, nos dá. De uma certa maneira, tais temas encontram uma ressonância muito importante dentro da própria filmografia de seu diretor, que já explorou famílias disfuncionais antes em filmes como O Casamento de Rachel. […]

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