O Amor Pede Passagem

Ao ver que Steve Zahn iria fazer par romântico com Jennifer Aniston em “O Amor Pede Passagem”, me lembrei exatamente do que eu pensei quando vi “Paixão de Ocasião”, longa em que a atriz de “Friends” se envolvia com o personagem de Jay Mohr: eles não combinam. Felizmente, nos dois casos, os dois pares acabaram funcionando muito bem. E, ao assistirmos ao filme dirigido e escrito por Stephen Belber, chegamos à conclusão de que Mike não poderia ter sido interpretado por outro ator além de Zahn, uma vez que ele retrata com perfeição o lado estranho, paspalho e tímido do personagem. 

Apesar de ele ter essas qualidades (que não necessariamente são ruins, dependendo da situação), Mike é um homem de caráter extremamente bom. Ele se preocupa com a mãe de saúde delicada (Margo Martindale), é aquele que tem coragem de dizer ao pai (Fred Ward) aquilo que ele tem que escutar e, apesar de ser totalmente insatisfeito com a vida como gerente noturno do motel da família, ele desempenha a sua função com total afinco e não tem medo de parecer ridículo quando toca no meio da noite na porta do quarto ocupado por Sue (Aniston) com uma cantada totalmente constrangedora para qualquer um. 

Provavelmente, Sue se deixou envolver com Mike por pura pena dele. E o gerente, com certeza, deve ter ficado surpreso de ver uma mulher bem-sucedida e inteligente como Sue cedendo às suas investidas. Talvez, por isso mesmo, ele acabe surpreendo-a constantemente no decorrer de “O Amor Pede Passagem” com enormes atos de amor e com ações que são altamente altruístas, mas que, no fundo, possuem somente a intenção de provar para Sue que ele tem valor e que ela não deveria sentir vergonha de querer construir uma vida ao lado dele no futuro. 

“O Amor Pede Passagem” é um filme que consegue nos enganar. Imaginamos que ele seja uma comédia romântica com aqueles elementos típicos do gênero, mas, na realidade, o filme de Stephen Belber retrata a jornada de um homem que passa de ser “invisível” a alguém mais forte, decidido e totalmente ciente daquilo que ele quer ser e de quem ele quer ter ao lado dele no caminho que ele quer trilhar. É uma obra que vai te conquistando aos poucos e que termina com uma cena para lá de fofa e que vai deixar você satisfeito com o que viu. 

Cotação: 6,0

O Amor Pede Passagem (Management, 2008)
Direção: Stephen Belber
Roteiro: Stephen Belber
Elenco: Jennifer Aniston, Steve Zahn, Margo Martindale, Fred Ward, Woody Harrelson

18 comments

  1. Amanda Aouad 10 março, 2010 at 01:45 Responder

    Não vi esse ainda, mas tomei um susto, quando vi seu post, achei que você já estava falando do novo dela com Aaron Eckhart “O Amor Acontece”, hehe. Eta povo criativo esses tradutores de título do Brasil, heim?

    • Kamila 10 março, 2010 at 02:01 Responder

      Amanda, “O Amor Acontece” pretendo ver em breve. Os tradutores são tão criativos, né? rsrsrsrsrsrrs

      Reinaldo, com certeza. E eu adoro ser surpreendida positivamente! Beijos!

    • Kamila 10 março, 2010 at 12:55 Responder

      Cristiano, eu até que já gostei mais da Aniston. Acho-a muito repetitiva como atriz. Abraço!

      Mattheus, como disse antes, já gostei mais da Jennifer. Acho que ela se repete demais e fica nesses filmes meia-boca.

  2. João Paulo 10 março, 2010 at 18:42 Responder

    Bem, se é um filme que te faz bem, mesmo não tendo elementos maravilhosos e por muitas vezes muitas coisas contra ele. Se ele te agradou … bem … já é um grande mérito dele …

    Beijos e felicidade.

  3. Luis Galvão 11 março, 2010 at 01:11 Responder

    Eu também fiquei surpreso de como gostei desse filme, achei tão leve e descontraído (muitas vezes graças a presença da Aniston e do Zahn em sintonia), que acabou sendo um bom divevertimento.

    • Kamila 11 março, 2010 at 01:26 Responder

      Airton, o Zahn está bem melhor que ela. Beijo!

      Pedro T., espero que goste!

      Luís, exatamente. Uma agradável surpresa este longa!

  4. Vinícius P. 11 março, 2010 at 15:19 Responder

    Jennifer Aniston e Steve Zahn são astros carismáticos o suficiente para me fazer ver essa obra. Não é do meu tipo de fita favorita, mas parece ser válida para um sábado em casa, hehe. Abraço!

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