Os Pinguins do Papai

Em 2003, o diretor Mark Waters dirigiu uma comédia chamada “Sexta-Feira Muito Louca” em que Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan interpretam mãe e filha que acabam trocando de corpo de forma a aprenderem uma grande lição: a de se colocarem no lugar uma da outra, de forma a poderem se compreender melhor e se relacionarem melhor; respeitando, cada uma, o espaço da outra. “Os Pinguins do Papai”, seu mais recente filme, também coloca a sua personagem principal diante de uma situação que ele não vai entender, a princípio, mas que vai revelar para ele ser de um aprendizado ímpar.

Mr. Popper (Jim Carrey) é um workaholic que está prestes a se tornar sócio da empresa na qual trabalha. No lado pessoal, as coisas não vão bem: além de ter uma situação mal resolvida com seu pai desde o tempo em que era criança, após se separar da ex-mulher (Carla Gugino), ele não consegue estabelecer um relacionamento mais próximo com seus dois filhos (Madeline Carroll e Maxwell Perry Cotton).

Em meio à tentativa de fechamento de mais um grande negócio (Popper está tentando comprar o restaurante da personagem interpretada por Angela Lansbury), ele acaba recebendo, como herança, após a morte de seu pai, um presente completamente inusitado: seis pinguins, que passam a viver no apartamento dele (é bom lembrar que os pinguins não nasceram para viver num ambiente urbano, uma vez que eles necessitam de temperaturas altamente frias para sobreviver), a compartilhar da rotina dele e a imprimir certas mudanças na personalidade de Mr. Popper, de forma que ele se transforme numa pessoa melhor e possa, quem sabe, reconstruir seus relacionamentos pessoais, não só com a ex-mulher, como também, especialmente, com seus dois filhos.

Você pode até pensar, ao ler a premissa desse filme, que um ator como Jim Carrey ainda não está com a carreira tão decadente a ponto de topar “pagar um mico” desses. Pode ser até incompreensível para muitos a presença dele nesse tipo de longa, mas a verdade é que um personagem como Mr. Popper favorece em muito aquele tipo de comédia física que Carrey adora, no qual ele irá destilar todos aqueles seus trejeitos, todas aquelas caras e bocas que ele tanto adora fazer.

Além da presença magnética de Jim Carrey, “Os Pinguins do Papai” tem um outro ponto muito forte: ele é uma diversão bastante inofensiva, com uma história que funciona para toda a família. Ou seja, este é um território que Mark Waters conhece bem, um roteiro que, mesmo que não seja muito inspirado, o permite retornar ao tipo de relato em que ele rendeu melhor como diretor, vide filmes como o já citado “Sexta-Feira Muito Louca” e “As Crônicas de Spiderwick”.

Cotação: 5,5

Os Pinguins do Papai (Mr. Popper’s Penguins, 2011)
Direção: Mark Waters
Roteiro: Sean Anders, John Morris e Jared Stern (com base no livro de Richard Atwater e Florence Atwater)
Elenco: Jim Carrey, Carla Gugino, Angela Lansbury, Madeline Carroll, Clark Gregg, Jeffrey Tambor, Philip Baker Hall, Maxwell Perry Cotton, James Tupper

15 Responses to “Os Pinguins do Papai”

  1. cleber eldridge julho 22, 2011 at 8:01 pm #

    Parece ser uma comédia qualquer … “do estilo Jim Carrey”, não deve ser grande coisa mais vejo assim que sair em DVD.

    Beijos!

    • Kamila julho 22, 2011 at 8:10 pm #

      Cleber, é uma comédia qualquer com o estilo Jim Carrey. :) Beijos!

  2. João Paulo Rodrigues julho 22, 2011 at 8:56 pm #

    Algumas vezes é bom ter uma outra opção para as quianças …
    Se bem que é melhor ver em dvd mesmo … se eu ver no cinema … alguem me deu ingresso eheheheh … beijos!

  3. Gabriel Neves julho 23, 2011 at 12:18 am #

    Um filme que eu pretendo passar longe, já me cansei há algum tempo das caras e bocas de Jim Carrey.

    • Kamila julho 23, 2011 at 1:19 am #

      João, eu assisti no cinema mesmo! rsrsrsrs Beijos!

      Gabriel, aqui, as caras e bocas dele até que funcionam bem!

  4. Amanda Aouad julho 23, 2011 at 2:33 am #

    Pois é, não é grande coisa, mas ele aqui funciona e os pinguins são fofos. hehe. É um filme divertido.

  5. Paulo Ricardo julho 23, 2011 at 2:35 am #

    Não estou animado com esse filme.Prefiro o Jim Carrey de “O Show de Truman”,”Brilho Eterno de Uma Mente sem lembranças” e “O Golpista do Ano”(um filme surpreendente!).Bjs.

    • Kamila julho 23, 2011 at 2:57 am #

      Amanda, funciona mesmo! Os pinguins são uns baratos!!!! :)

      Paulo, eu gosto do Jim Carrey em todos os formatos! Beijos!

  6. Paulo Ricardo julho 23, 2011 at 4:15 pm #

    Eu tbm Kamila.Adoro “Debi e Loide”,”O Todo Poderoso”,”Eu,eu mesmo e Irene” e qualquer outra bobagem q ele fez(bobagem no bom sentindo q fique claro),o melhor comediante do cinema americano e um grandioso ator.A minha reclamação no comentário anterior é que Jim Carrey esta fazendo “Mais do mesmo”,entendeu?mas sou muito fã dele.Beijos e estou doido pra falar de Harry Potter.

  7. Alan Raspante julho 23, 2011 at 6:52 pm #

    Gosto de Carrey e acho um excelente ator. Portanto, prefiro nem ver este filme. Tenho uma imagem bacana de Carrey pra mim, rs

    ….

    • Kamila julho 23, 2011 at 10:19 pm #

      Paulo, entendi e concordo que ele anda fazendo mais do mesmo. A crítica de Harry Potter sai na próxima semana! :) Beijos!

      Raspante, eu também acho ele um ótimo ator. Mas, esse filme não mancha a imagem dele. :)

  8. Marcelle Pacheco julho 24, 2011 at 12:39 am #

    Fiquei com vergonha desse filme quando vi o trailer. Parece tão ruim, mas tão ruim, que nem as caretas do Jim Carey me animaram a ver…

    Tenho um blog também, é novo, mas adoraria que você desse uma passadinha lá qualquer hora!

    Beiijos ;*

  9. Andinhu julho 24, 2011 at 3:57 pm #

    Quero ver esse apesar de não esperar muita coisa. Mas é Jim Carey neh, divertidinho pelo menos deve ser.

    • Kamila julho 24, 2011 at 8:31 pm #

      Marcelle, mas a questão é que a obra não é tão ruim assim… Vou retribuir a visita! :) Beijos!

      Andinhu, eu vi sem esperar muita coisa. É uma obra inofensiva e esquecível, mas não ruim…

Trackbacks/Pingbacks

  1. Os Smurfs « Cinéfila por Natureza - agosto 22, 2011

    [...] Neste sentido, “Os Smurfs” segue uma fórmula que já está consagrada por outros filmes dirigidos ao público infanto juvenil e alia a técnica de live action com personagens criados via animação em CGI. Portanto, nos seus 86 minutos de duração, podem ser notadas, em “Os Smurfs”, referências textuais e visuais a vários filmes, como “Alvin e os Esquilos”, “Hop – Rebeldes sem Páscoa”, “Encantada” e “Os Pinguins do Papai”. [...]

Deixe um Comentário