Os Muppets

O filme “Os Muppets”, dirigido por James Bobin, é baseado nos personagens que fazem parte do universo ficcional criado por Jim Henson, na década de 50, e que já estrelaram diversas séries de televisão, especiais televisivos e filmes. Na adaptação deste universo, é importante considerar o fato de que a ação da história, em todas as obras, independente dos seus meios, sempre envolve a interação entre os muppets (que, basicamente, são fantoches que representam diversos tipos de espécies reais ou imaginárias) e seres humanos.

A adaptação escrita por Jason Segel e Nicholas Stoller respeita essa característica principal da série dos Muppets, mas vai além ao acertar demais na forma de abordagem deste material. No filme, um dos personagens principais é Walter (dublado por Peter Linz), ele próprio um fantoche, criado como irmão de Gary (Jason Segel). Os dois moram na cidade de Smalltown e, durante muito tempo, Walter se sentiu alguém meio estranho no ninho e que nunca conseguia ser aceito plenamente pelas outras crianças, jovens e adultos. Ele se encontrou quando assistiu a um dos capítulos do “The Muppets Show” e virou um grande fã do programa e daquelas criaturas, a ponto de sua vida toda girar em torno daquele show e como a obra fazia com que Walter se sentisse.

A storyline principal de “Os Muppets” coloca Walter na companhia de Gary e da namorada deste, a professora Mary (Amy Adams). O casal está completando dez anos de namoro e, para comemorar esta tão importante data, decidem viajar para Los Angeles, cidade onde fica situado o Muppets Studio, local onde era gravado o “The Muppets Show”. Para realizar um sonho de Walter, Gary decide levá-lo junto na viagem, de forma que o irmão possa conhecer o estúdio. Chegando lá, todos se decepcionam com o estado de abandono do local e Walter fica ainda mais chocado quando descobre que o empresário Tex Richman (Chris Cooper) pretende adquirir o local, pois ali existe uma grande reserva de petróleo.

Interessado, não só em preservar um local que significa tanto para a vida dele, como também em poder trazer de volta à tona todas as criaturas que faziam parte do “The Muppets Show”, Walter decide reunir todos eles juntos de novo, de forma a poderem fazer um teleton que possa fazer com que eles arrecadem dinheiro suficiente para impedirem a venda do Muppets Studio para Tex Richman. De uma certa forma, podemos fazer um paralelo entre esta storyline e o objetivo também da Disney com este filme: apresentar as adoráveis criaturas que fazem o universo fictício criado por Jim Henson para toda uma nova geração de público, especialmente tendo em vista o fato de que, atualmente, não está sendo levada ao ar, na TV norte-americana, qualquer série que tenha estes personagens como estrelas principais.

O diretor James Bobin é bastante conhecido do público pelo trabalho na ótima série “The Flight of the Conchords”, que seguia uma banda de folk-rock em busca do sucesso na cidade de Nova York. Bret McKenzie, um dos atores principais e responsáveis pelas letras das músicas do seriado junto de seu parceiro em cena Jemaine Clement, é o criador de boa parte das canções que fazem parte da trilha de “Os Muppets”. E vem justamente da mistura entre as cenas musicais e as dramáticas que fazem deste filme uma das maiores surpresas cinematográficas de 2011, repleta de participações bastante especiais. É impossível assistir “Os Muppets” e não sair com um enorme sorriso na boca, achando que tudo está perfeito e que a vida, na verdade, não passa de uma grande canção feliz – pra citar o nome de uma das mais legais canções que estão neste longa.

Cotação: 8,5

Os Muppets (The Muppets, 2011)
Direção: James Bobin
Roteiro: Jason Segel e Nicholas Stoller (com base nos personagens criados por Jim Henson)
Elenco: Jason Segel, Amy Adams, Chris Cooper, Rashida Jones, Peter Linz, Alan Arkin, Zach Galifianakis, Ken Jeong, Jim Parsons, Sarah Silverman, Emily Blunt, James Carville, Jack Black, John Krasinski, Whoopi Goldberg, Selena Gomez, Dave Grohl, Judd Hirsch, Rico Rodriguez, Mickey Rooney

25 comments

  1. Luis Galvão 23 dezembro, 2011 at 15:39 Responder

    Vou ser sincero em dizer que Os Muppets não fazem parte da minha infância, hehehe. Sério, não lembro de nada que remeta aos fantoches na minha época. Mas, meu primeiro contato com esse ‘universo’ foi através do genial musical que ‘tira sarro’ de Os Muppets – Avenue Q. Estou curioso para ver esse universo e eu simplesmente adorei a trilha sonora, desde já 😀

  2. Paulo Ricardo 23 dezembro, 2011 at 15:48 Responder

    Pelo seu ultimo paragrafo eu fiquei entusiasmado em ver “Os Muppets”,nada que um bom filme que nos deixe com um sorriso na boca.Você vai postar a lista dos melhores de 2011 essa semana?Bjs.

    • Kamilaa 25 dezembro, 2011 at 20:23 Responder

      Cleber, o desenho dos Muppets também fez parte da minha infância. Infelizmente, assisti a este filme dublado, mas pretendo assistir legendado quando assim for lançado por aqui.

      Luís, eu me lembro demais do desenho animado deles, que passava nas manhãs do SBT! A trilha sonora é maravilhosa! 🙂

      Paulo, com certeza. Às vezes, de um sorriso, é somente o que a gente precisa. Sim, postarei a lista de melhores e piores do ano nesta semana! 🙂 Beijos!

  3. fabrício 24 dezembro, 2011 at 13:14 Responder

    Assisti com grande expectativa, porém como a versão era dublada (incluindo as músicas) e o som do cinema estava péssimo…confesso que ver The Muppets não foi uma esperiências das mais agradáveis, mas pretendo dar uma revisada no futuro.

    • Kamilaa 25 dezembro, 2011 at 20:25 Responder

      Amanda, corra para assistir logo! 🙂

      Celo, assista, sim! Abraço!

      Fabrício, infelizmente, também assisti na versão dublada, mas adorei o filme. Revise, sim, a obra quando puder.

  4. Gabriel Moura 24 dezembro, 2011 at 18:40 Responder

    Não sou da época dos Muppets, mas não pude deixar de sair do cinema com um sorriso na boca, como você falou. Achei que não ia gostar do filme, mas ele se mostrou uma grande surpresa desse ano, acabei adorando e sai cantando o Mahna Mahna, num coro com a tela. Não dá pra não gostar!

  5. Flávio 25 dezembro, 2011 at 13:24 Responder

    Kamila, acho que o único contato com os Muppets, que tive foi com o desenho animado, protagonizados pelas versões mirins dos personages de Henson. Apesar de todo o sucesso, gosto mais de outra criação do cara, no caso Família Dinossauros.

    • Flávio 25 dezembro, 2011 at 13:25 Responder

      Kamila, acho que o único contato com os Muppets que tive foi com o desenho animado, protagonizado pelas versões mirins dos personages de Henson. Apesar de todo o sucesso, gosto mais de outra criação do cara, no caso Família Dinossauros.

      • Kamila 25 dezembro, 2011 at 20:29 Responder

        Júlio, eu também me apaixonei pelo filme. E recomendei que a minha irmã levasse a minha sobrinha para ver, porque tenho certeza de que ela irá amar. 🙂

        Gabriel, impossível não gostar desse filme! 🙂

        Flávio, eu também só tive contato com o desenho animado. E gosto tanto dessa criação do Jim Henson quanto de Família Dinossauros, que também fez parte de minha infância.

  6. Eri Jr. 27 dezembro, 2011 at 02:57 Responder

    Kamila, sumi por um tempo mas agora voltei. =D
    Vou dizer sinceramente que adorei Os Muppets. Apesar de não terem feito parte da minha infância (nasci em 94), fiquei fascinado com eles após ter assistido o filme! Caco e Miss Piggy são geniais!! E as músicas são realmente ótimas (assisti o filme dublado o que fi péssimo, mas ao chegar em casa escutei todas as originais)!

  7. corpguide 27 dezembro, 2011 at 19:06 Responder

    Muppets sempre são sensacionais e, mesmo depois de velho, ainda me divirto com eles! Só não gosto da Piggy nem do Caco (Sapo)… o resto, são os melhores!!!! saudade do ANIMAL! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Depois passa lá no meu blog pra comentar também!

  8. Comentando o Globo de Ouro 2012 « Cinéfila por Natureza 16 janeiro, 2012 at 23:12 Responder

    […] Gervais não disse nenhuma mentira, uma vez que o grande desafio da premiação outorgada pela Hollywood Foreign Press Association é recuperar o prestígio que teve, uma vez, como o maior precursor dos Academy Awards. Como bem comprova a lista de vencedores do show de ontem, eles estão bem encaminhados nesse sentido. Nas categorias de cinema, os ganhadores foram aqueles já esperados, tendo em vista o buzz da crítica especializada e a trajetória que temos acompanhado nesta temporada de premiações. O Golden Globes Awards 2012, na realidade, confirmou a polarização das disputas para as categorias principais do Oscar: Melhor Filme (“The Artist” x “The Descendants”), Melhor Diretor (Michel Hazanavicius x Martin Scorsese) e Melhor Atriz (Meryl Streep x Michelle Williams, com Viola Davis correndo por fora). Ao mesmo tempo, a premiação ratificou o status de favoritismo de George Clooney, Woody Allen (pelo roteiro de “Meia-Noite em Paris”), Octavia Spencer, “A Separation” e Christopher Plummer. A única vitória que, provavelmente, terá efeito nenhum em termos de Oscar foi o triunfo de Madonna em Melhor Canção Original, por “Masterpiece”, de seu filme “W.E.”. Dificilmente, esta canção deve ser indicada aos Academy Awards, uma vez que o favoritismo absoluto nessa categoria é das músicas escritas para “Os Muppets”. […]

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