Universidade Monstros

Quando conhecemos a dupla Mike Wazowski (dublado por Billy Crystal na versão original) e James P. “Sulley” Sullivan (dublado por John Goodman na versão original), na animação “Monstros S.A.”, do diretor Pete Docter, eles eram inseparáveis - até mesmo por causa da “obrigação” do trabalho deles naquela que é a maior fábrica de sustos existente. Como bem iremos aprender em “Universidade Monstros”, primeiro prequel da história da Pixar Animation Studios, dirigido por Dan Scanlon, nem sempre foi assim entre os dois. O filme acompanha o relacionamento entre Mike e Sulley quando eles ainda eram estudantes na universidade que dá nome ao longa.

A Universidade Monstros era uma das instituições de ensino mais prestigiadas para aqueles que gostariam de seguir carreira como assustadores de crianças e Mike e Sulley chegam ali, cada um, com uma bagagem própria. O primeiro vem com o objetivo de procurar se afirmar e de mostrar que ele tem capacidade de alcançar grandes feitos, após uma existência em que ele foi subestimado e humilhado pelos colegas. Já o segundo chega lá com a chancela de ser o herdeiro de um dos clãs mais competentes na arte de assustar crianças. Desta maneira, tanto Mike como Sulley encontram uma forma própria de irem buscando o seu espaço e caminho naquele lugar intimidador.

O elemento mais legal, no entanto, no roteiro escrito por Dan Scanlon, Daniel Gerson e Robert L. Baird, é a forma como ele vira essa história inicial por trás de “Universidade Monstros” e coloca esses dois personagens superando as suas diferenças e trabalhando juntos. Esta animação, portanto, faz a captura do momento em que Mike e Sulley se transformaram na grande equipe que conhecemos em “Monstros S.A.”. Sem dúvida alguma, é um filme que traz uma mensagem muito bonita e interessante para as crianças, na medida em que nos mostra um relato de respeito às diferenças e que nos ensina a enxergar a potencialidade que existe dentro de cada um de nós.

Apesar de ser uma animação muito simpática, apoiada em alguns dos personagens mais carismáticos da filmografia da Pixar, “Universidade Monstros” não será o filme que devolverá a este estúdio o status que ele tinha, anteriormente, de imbatível no gênero de animação. Até mesmo quando colocado ao lado do longa cuja história ele antecipa, “Universidade Monstros” soa como uma obra um tanto pálida, porém nunca desnecessária. Ela oferece somente uma perspectiva diferente para uma história que já conhecemos, com alguns momentos bastante inspirados - a maioria deles quando envolve as interações de Mike e Sulley com os personagens da fraternidade de “excluídos” que os abrigam durante a disputa que poderá mudar a vida de todos eles.

Deixe uma resposta