Meu Malvado Favorito 2

Continuação do sucesso de 2010, a animação “Meu Malvado Favorito 2”, também dirigida por Pierre Coffin e Chris Renaud, mantém a essência do primeiro filme, na medida em que o Sr. Gru (dublado por Steve Carell na versão original), a partir do momento em que encontrou e se afeiçoou às três meninas que ele decidiu adotar como suas filhas - Margo (dublada por Miranda Cosgrove na versão original), Edith (dublada por Dana Gaier na versão original) e Agnes (dublada por Elsie Fisher na versão original) -, passou a não enxergar mais nenhum propósito no exercício da maldade, sendo, por isso mesmo, abandonado pelas suas antigas amizades.

Apesar de viver uma existência, digamos, solitária, tendo a companhia das suas inseparáveis filhas e dos seus fofos Minions, a quem ele é totalmente dedicado, Gru é uma pessoa plenamente satisfeita consigo mesma e com a rotina que leva. Se ele se ressente de algo, isso nunca está transparecido em suas palavras e atos. Entretanto, o grande desafio que a personagem irá enfrentar durante “Meu Malvado Favorito 2” é um convite que ele recebe e que poderá abrir portas que Gru fechou de vez em sua vida.

Uma agência que combate vilões ao redor do mundo precisa da ajuda de Gru para tentar desvendar o paradeiro de um soro adquirido por um novo super criminoso que tem como objetivo a criação de um exército com um alto poder de destruição. Ao aceitar essa proposta, Gru não só se coloca, como também acaba pondo, indiretamente, as suas filhas diante de algo que, além de não emanar vibrações boas o suficiente, coloca a todos frente a um perigo que pode ser devastador - especialmente se levarmos em consideração o fato de que Gru anda meio enferrujado na arte da maldade.

Apesar de ter essa leve conotação inédita, a trama de “Meu Malvado Favorito 2” utiliza essa situação como pano de fundo para reforçar aquela característica que fez com que a plateia se afeiçoasse à jornada de Gru, no primeiro filme. Um homem desajeitado, completamente tímido e que usa uma aparência dura como uma forma de se defender da crueldade do mundo e, de uma certa maneira, para se afirmar diante desse mesmo mundo; é até curioso perceber que, por trás de tudo isso, só encontramos alguém que tem uma necessidade enorme de amar, de ser amado e de ser aceito pelos outros.

É aqui que entra a figura de Lucy (dublada por Kristen Wiig na versão original), a agente com quem Gru irá colaborar na resolução do caso do novo super criminoso. Ela irá desempenhar, em “Meu Malvado Favorito 2”, a mesma função que as três meninas Margo, Edith e Agnes exerceram no primeiro filme. Ou seja, por meio do contato que nasce entre eles, vemos um homem tendo o seu caráter transformado por meio da vivência do amor. É uma mensagem das mais clichês, porém das mais bonitas, e que nunca irá perder seu encanto.

Mesmo sendo um filme extremamente infantil, “Meu Malvado Favorito 2” acaba conquistando a plateia justamente por causa dessas características. Em primeiro lugar, por ter uma história muito humana, que nos fará rir e chorar - às vezes, ao mesmo tempo -, em questões de minutos. Mas, principalmente, por ter personagens que possuem um carisma enorme. Fique de olho, por exemplo, nos Minions, que são donos de alguns dos momentos mais inspirados dessa sequência; e na menina Agnes, que é a pura representação de tudo aquilo que deve ter derretido o coração, antes irredutível, do Sr. Gru - bem como o nosso em relação a tudo que diz respeito a esse filme.

3 comments

  1. Elton Telles 30 julho, 2013 at 03:31 Responder

    Definitivamente, “Meu Malvado Favorito” não foi uma animação feita pra mim rs.
    Eu não simpatizo com nada ali, nem os minions eu acho essa “gracinha” toda que acham. Bem enjoativos pro meu gosto, na verdade.
    Essa animação, assim como o seu produto original, apostam muito mais na fofura dos personagens e em piadinhas pontuais em vez de se preocuparem com uma trama legal para acompanharmos o desenrolar.
    Fato é que a história fica em segundo plano e a animação conquista os espectadores pelas graças dos personagens, que só sabem fazer isso.
    Eu sinto falta de algo mais consistente, por isso o meu descontentamento…

    • Kamila Azevedo 31 julho, 2013 at 12:03 Responder

      Elton, ah, eu acho tudo nesse filme muito fofo e carismático. É uma franquia essencialmente infantil e entendo quem não acha graça naquilo. Apesar da trama ser repetitiva, apostar nos mesmos conflitos, acho que os filmes se sustentam justamente nesses elementos que mencionei.

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