The Fabulous Ice Age

A ideia por trás do documentário “The Fabulous Ice Age” surgiu para a diretora Keri Pickett por meio de seus contatos frequentes com o tio Roy Blakey, um ex-patinador profissional e fotógrafo, que, atualmente, mantém um museu e um site chamado IceStage Archive, que compartilha informações sobre a história da patinação artística, bem como cartazes e programas de shows nesse estilo. Roy Blakey também é a figura que move a história de “The Fabulous Ice Age” e o seu acervo é o ponto de partida para os pontos a serem abordados nesse documentário.

Para muitos, a patinação artística é conhecida como uma das modalidades esportivas participantes das Olimpíadas de Inverno. Porém, o que “The Fabulous Ice Age” nos mostra é a patinação artística por meio da visão do show business, de um verdadeiro negócio lucrativo e que foi um grande sucesso de crítica e de público nas décadas de 10 até 60 – perdurando, até hoje, em shows como “Walt Disney´s on Ice”, “Holiday on Ice” e “Champions on Ice” - ajudando na criação de grandes estrelas como Roy e Eddie Shipstad, Oscar Johnson, Sonja Henie, Gloria Nord, Dick Button, Richard Dwyer, Scott Hamilton, Nancy Kerrigan, dentre muitos outros.

O filme de Keri Pickett retrata o luxo por trás desse mundo, bem como a rotina das companhias que produziam tais shows. Ganha destaque também, em “The Fabulous Ice Age”, as lembranças dos patinadores profissionais sobre como era a experiência de viver em turnê, de uma forma completamente nômade – eles frisam a liberdade que tinham para agir como eles eram de verdade, quando se tratava dos constantes flertes entre os (as) patinadores (as).

“The Fabulous Ice Age”, com certeza, é um documentário que terá um significado muito especial para os entusiastas sobre o tema da patinação artística, pelo fato de reunir algumas das lendas dessa modalidade relembrando os seus momentos áureos. Porém, para aqueles que não são muito familiarizados com esse tema, “The Fabulous Ice Age” também acaba funcionando bem, principalmente pelo fato de nos mostrar que, por trás de tanta leveza, sofisticação e perfeição, existem profissionais totalmente devotados àquilo que fazem e produtores que tentam traduzir isso para os shows da melhor maneira – e da forma mais lucrativa – possível.

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