Hércules

publicado em:2/10/14 12:41 AM por: Kamila Azevedo Cinema

Um dos maiores heróis da mitologia grega, Hércules – filho de Zeus com uma mortal – é conhecido por todos nós por ter realizado os 12 trabalhos – que exigiram dele a coragem necessária para a expiação dos erros cometidos em seu passado. De uma certa maneira, “Hércules”, filme dirigido por Brett Ratner, também coloca este personagem em uma jornada em busca da liberdade que ele perdeu, principalmente ao ver sua esposa e três filhos serem assassinados. Porém, esse viés fica em segundo plano, na medida em que o diretor prefere enfocar o lado mais forte desse personagem.

Na forma como é retratado em “Hércules”, o personagem (interpretado por Dwayne “The Rock” Johnson) é tratado como uma verdadeira celebridade no mundo das civilizações gregas. Alguém cuja fama adquirida precede os seus passos. Uma pessoa que é admirada, temida e que inspira outros a tentar vencer grandes desafios. A maneira como Hércules vive também ajuda no culto à sua figura: isolado do mundo, acompanhado somente do seu bando formado por guerreiros nos quais ele confia plenamente.

Vivendo como um guerreiro mercenário, o roteiro de “Hércules”, que foi escrito por Ryan Condal e Evan Spilitiopoulos, acompanha o encontro dele com Ergenia (Rebecca Ferguson), princesa do Reino da Trácia, o qual é governado pelo seu pai (John Hurt), e que vive sob a ameaça constante de um homem (Tobias Santelmann) cuja sede de poder é enorme. Aqui, temos o desenho perfeito de uma situação em que Hércules pode nos mostrar o por quê de ele ser quem ele é e do impacto que ele possui sobre as outras pessoas.

Durante boa parte dos seus 98 minutos de duração, “Hércules” não deixa nada a dever aos filmes que pertencem ao seu mesmo gênero, na medida em que a obra oferece para a plateia aquilo que ela deseja assistir em filmes desse tipo. O longa é um filme magnânimo, repleto de frases de efeito e de cenas que evocam grandes sacrifícios e grandes triunfos. O problema é que o filme, em sua reviravolta final, força um pouco a barra rumo a um caminho que, por pior que seja, era completamente previsível.



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Kamila Azevedo

Jornalista e Publicitária



Comentários


Não aguento mais esses filmes que tentam desvendar o homem de carne e osso por trás do mito. Nenhum deu assim tão certo.

Bjs,

Otávio

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Otávio, mas o problema aqui é que o roteiro desvirtua por completo o mito. Não tem nada a ver com o Hércules que aprendemos a conhecer.

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Realmente, é outro personagem, mas não acho o filme tão ruim, rs. É um entretenimento que cumpre uma função, ainda que facilmente esquecível.

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