Alfie: O Pequeno Lobisomem

publicado em:7/11/14 11:56 PM por: Kamila Azevedo Cinema

A frase que Timmie (Maas Bronkhyuzen), irmão mais novo de Alfie (Ole Kroes), mais fala para ele no decorrer dos 90 minutos de duração de “Alfie: O Pequeno Lobisomem”, filme de Joram Lursen, é que não existe uma pessoa normal. Timmie está certíssimo nesse ponto, uma vez que, na medida em que cada um de nós possui características próprias e que ajudam a definir aquilo que somos, não existe aquilo que poderíamos considerar como normal.

Alfie pode não ser uma pessoa normal, mas ele é, sem dúvida, um menino muito especial. Deixado, ainda bebê, na porta da casa dos pais de Timmie, foi criado num ambiente familiar de muito amor e carinho. No dia do seu aniversário de 7 anos, no entanto, ele viverá uma experiência que irá lhe modificar profundamente, quando ele descobre que tem o poder de se transformar, nos dias de lua cheia, em um pequeno lobisomem.

Sem saber lidar com a sua característica especial, essa descoberta influenciará toda a rotina de Alfie, especialmente no seu ambiente escolar. Mas, o que “Alfie: O Pequeno Lobisomem” tem de mais legal é o fato de que nos mostra que algo que poderia ser assustador para qualquer pessoa, ainda mais para aqueles com quem ele tem contato, não modifica em nada aquilo que Alfie é, pois ele continua sendo amado e querido da mesma forma.

Filme que entrou em cartaz no Brasil por meio do 12º Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI), “Alfie: O Pequeno Lobisomem” é um filme muito legal, pois fala de auto-aceitação, na medida em que trata das dificuldades do personagem principal em se adaptar ao que ele verdadeiramente é; mas que nos deixa uma mensagem muito especial de amor, respeito e tolerância ao que é diferente de nós; ao que, para fazer uma analogia ao que tratamos no início da nossa resenha crítica, não é considerado normal – se é que existe isso.



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Kamila Azevedo

Jornalista e Publicitária



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