A Série Divergente: Insurgente

publicado em:9/04/15 1:37 AM por: Kamila Azevedo Cinema

Filmes como o da série “Jogos Vorazes” e os da franquia “Divergente” sempre acabam falando sobre o mesmo assunto: uma disputa pelo poder, em que aqueles que se opõem a isso acabam sendo colocados à margem da sociedade na qual encontram-se inseridos, como se fossem verdadeiros párias. Se Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), a protagonista da primeira série, acabou virando um símbolo da resistência; isso, com certeza, não ocorreu com Tris (Shailene Woodley), protagonista da segunda franquia, na medida em que ela é tratada pela sua líder maior como uma insurgente, ou seja, uma rebelde e/ou insubordinada, alguém que deve ser pego como um exemplo de influência negativa no grupo.

“A Série Divergente: Insurgente”, filme dirigido por Robert Schwentke, na realidade, continua a jornada pessoal de Tris em busca da compreensão pelo que ela é de verdade (uma divergente, alguém que contém as cinco virtudes que estão presentes dentro da sua sociedade, não se encaixando, assim, num grupo único); ao mesmo tempo em que coloca essa busca em xeque contra o pensamento dominante, que acha que a presença dos divergentes na sociedade representam um desequilíbrio que deve ser combatido com rigidez.

Ou seja, no aprofundamento dos conflitos que existem dentro de Tris, que tem que lidar com as suas escolhas no passado e no presente e as consequências (ou transformações) que ela poderão ter para o seu futuro, temos também a introdução de novas personagens (como a interpretada por Naomi Watts), que nos ajudam não só a compreender melhor quem são personagens como Quatro (Theo James), bem como nos indicam um pouco dos caminhos que serão traçados na parte final desta franquia, que se chama “Convergente” e que, assim como ocorreu com “Jogos Vorazes”, “Crepúsculo” e “Harry Potter”, será dividida em duas partes.

“A Série Divergente: Insurgente”, para quem não leu os livros escritos por Veronica Roth, é um filme muito esclarecedor, na medida em que nos mostra um outro lado de Tris (corroído pela culpa, luto e pela consciência de quem ela realmente é e da responsabilidade que seus atos possuem) e nos clareia sobre o grande eixo que está presente nessa história, uma vez que o que era divergente, agora insurgiu e está, finalmente, pronto para convergir.



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Kamila Azevedo

Jornalista e Publicitária



Comentários


mais uma franquia desse tipo… até gostei do primeiro filme, mas no momento estou com uma certa preguiça de ver essa continuação. saber que o último capitulo será dividido em duas partes também não me anima muito não…

considero jogos vorazes bem superior!

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