Velozes e Furiosos 7

A franquia “Velozes e Furiosos” é uma representação fiel de um dos maiores clichês do cinema de ação. Quando você ouvir uma personagem falar que este será o último caso, o último crime ou o último (insira aqui o que você quiser), acredite, isto nunca irá se confirmar. Já faz alguns filmes dessa série que assistimos estas personagens dizendo que este sempre será o último evento do qual eles participarão, mas sempre acontece alguma coisa e eles voltam à ativa.

Em “Velozes e Furiosos 7”, filme dirigido por James Wan, não será diferente. Apesar de eles começarem o longa vivendo uma vida tranquila e longe do mundo do crime, não demorará muito até que a saudade da adrenalina os coloquem, de novo, no meio do jogo. Desta vez, o motivo é simples, mas perfeitamente compreensível: a defesa da família e o desejo de vingança, quando Deckard Shaw (Jason Statham) vem cobrar Dominic Toretto (Vin Diesel) e sua, também, família, pela morte de seu irmão.

É público e notório que, durante a produção deste filme, Paul Walker (um dos protagonistas da franquia) faleceu em 01 de dezembro de 2013. Com certeza, o desencarne desse ator acabou afetando muito o resultado final desse longa, e não sei se isso também foi intencional, mas a verdade é que “Velozes e Furiosos 7” acaba sendo o primeiro filme dessa franquia que enfatiza bastante o fato de que todos esses personagens acabaram se transformando nas famílias uns dos outros. Isso está totalmente implícito em várias falas do líder Dom, no decorrer da obra.

É justamente esse sentimento, ao invés das cenas mentirosas de ação, ou da trama totalmente condizente com tudo que já assistimos nessa franquia, que faz a diferença em “Velozes e Furiosos 7”. O filme tem um caráter bastante emocional, nos lembrando o tempo inteiro da fragilidade da vida. Não sei se isso foi um reflexo do falecimento de Paul Walker, mas, pela primeira vez, vemos esses personagens refletindo sobre o perigo e as consequências do que fazem. Por causa disso, temos a sensação de que “Velozes e Furiosos 7”, não só fecha o ciclo de Paul Walker, no cinema, de uma forma honrosa; como também dá um fechamento emocionante a uma franquia que tem seu apelo particular.

4 comments

  1. Amanda Aouad 18 abril, 2015 at 19:56 Responder

    Verdade, o desfecho da trama é o melhor dela. A despedida de Paul Walker é emocionante e essa sensação de família Toretto é que dá seu diferencial. O filme acaba cumprindo seu papel.

  2. Reinaldo Glioche 22 abril, 2015 at 15:01 Responder

    Muito bem observado. Acho que esse sentimento de família, que sempre ditou de maneira muito cafona o rumo dos personagens na série, agora ganha em matéria de emoção e se sobrepõe aos aspectos que causaram o sucesso da longeva franquia, ainda presentes no sétimo filme.
    Bjs

    • Kamila Azevedo 22 abril, 2015 at 23:42 Responder

      Reinaldo, esse sentimento de família foi notado também por você em sua crítica. Além disso, o que me chamou a atenção em “Velozes e Furiosos 7” foi essa reflexão sobre a fragilidade da vida. Acho que você também foi certeiro em seu texto sobre essa obra.

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