Cena da Semana: "Tróia"

(Tróia [2004] - diretor: Wolfgang Petersen)

A guerra de Tróia envolverá sentimentos que serão emanados pelos líderes dos respectivos exércitos: arrogância, poder, amor, fé, subestimação e, principalmente, honra (que andará lado a lado com a covardia). Os soldados que ali estão têm a consciência de que estão em um evento único e que estão presenciando uma situação transformadora em todos os sentidos. Eles não sabem, mas sairão desta guerra gloriosos e eternos. A imortalidade, como diz Aquiles em determinado momento do filme, é deles.

O diretor Wolfgang Petersen e o roteirista David Benioff (que também escreveu o belo “A Última Noite”, do diretor Spike Lee) transformaram o livro-épico “Ilíada”, de Homero, em um filme épico-trágico. Épico, pela grandiosidade de suas cenas, pela excelente qualidade de seus elementos visuais (edição, fotografia, efeitos especiais e visuais, figurinos e direção de arte) e técnicos (música, som e edição de som). Trágico, pois a história da guerra de Tróia é cheia de contornos trágicos e prediz um desfecho completamente triste – assim como o é o desfecho de qualquer guerra, não importando o lado vencedor.

Outro ponto a favor de “Tróia” é o excelente grupo de atores reunidos por Petersen. No filme, veremos nomes consagrados (como Peter O’Toole, Julie Christie, Brian Cox e Brendan Gleeson), astros (como Brad Pitt, Orlando Bloom e Eric Bana) e revelações (como Diane Kruger e a australiana Rose Byrne, ambas, então, em seu primeiro grande filme). Atores, que como um conjunto, vivenciaram esta bela e emocionante história.

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