Cena da Semana: “O Virgem de 40 Anos”

publicado em:25/10/15 11:43 PM por: Kamila Azevedo Cena da Semana

(O Virgem de 40 Anos [2005] – diretor: Judd Apatow)

O Virgem de 40 Anos seria mais um daqueles filmes de comédia cheios de imagens e de piadas de extremo mau gosto (todas elas relacionadas aos mesmos temas: mulheres, homossexuais e sexo) se não fosse a presença de Catherine Keener no mesmo. A atriz interpreta Trish, a dona de uma loja especializada na venda de artigos para um site de leilão na Internet e objeto da afeição de Andy (Steve Carell). As cenas envolvendo os dois personagens são de uma delicadeza só e mostram muito bem como se constrói um sólido relacionamento (primeiro se deve conhecer bem a pessoa, para só depois partir para algo mais físico) – uma bela lição neste nosso mundo de amores instantâneos e rápidos.

No entanto, O Virgem de 40 Anos não é um filme para se assistir com grandes pretensões. O longa é uma boa diversão, que equilibra momentos de puro escracho com outros que lembram os melhores momentos de muitas comédias românticas. Pena que o final meio apoteótico acabe destoando do que foi visto no resto da obra. O Virgem de 40 Anos merecia um término mais sarcástico, o qual combinaria muito mais com seu ator principal.



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Kamila Azevedo

Jornalista e Publicitária



Comentários


Essa comédia é muito boa e sem dúvida é uma das melhores da década passada.Andy não é somente virgem,ele é imaturo e tem medo de relacionamentos.Como todos os homens da filmografia de Judd Apatow ele é uma criança em um corpo de adulto.Conforme Andy se envolve com Tracy sua vida deixa de ser organizada(o café da manhã,a venda dos brinquedos,ele rompe com uma série de rituais) e um dos pontos fortes de Apatow é a maneira romântica que ele enxerga os homens.Sim,eles fumam maconha,falam de sexo,mulheres,mas são…homens românticos que amam as mulheres,mas não cresceram.Por exemplo Cal(Seth Rogen) ele ordena que Andy chegue nas mulheres chamem elas de gostosa,dá dicas de cantadas(de tão ruim chega a ser engraçado) mas Judd Apatow não se furta de mostrar ele mandando uma carta de amor para o pai.Todos os outros personagens masculinos são assim e no filme seguinte ele apurou esse estilo no delicioso “Ligeiramente Grávidos”.No final ele encerra o filme fazendo uma homenagem a woodstock e não deixa de ser uma citação ao protagonista:ele está liberto,livre para viver sua história de amor.

Beijos!

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Vc tocou nesse ponto do final e, em linhas gerais, vejo esse como um problema dos filmes do Apatow. De qualquer forma, belo filme que completa dez anos em 2015.
bjs

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