Cena da Semana: "Garotas Sem Rumo"

(Garotas Sem Rumo [2005] – Diretora: Barbara Kopple)

A história por trás de Garotas Sem Rumo, filme dirigido por Barbara Kopple, é muito interessante. O longa foi escrito por Jessica Kaplan, quando ela tinha somente 16 anos, tendo como base as adolescentes que ela conheceu quando frequentava um colégio em Los Angeles. Kaplan faleceu em 2003, aos 24 anos, num acidente de avião, pouco tempo antes das filmagens de Garotas Sem Rumo começarem, e o roteiro acabou sendo finalizado por Stephen Gaghan (de Syriana: A Indústria do Petróleo).

O filme segue a história de adolescentes, filhos de famílias ricas de Los Angeles, que, influenciados pela cultura do hip hop, se comportam como verdadeiras gangues. Garotas sem Rumo acaba colocando o foco principal em Allison Lang (Anne Hathaway) e Emily (Bijou Phillips), que flertam com o lado mais perigoso desse estilo de vida ao se misturarem com as verdadeiras gangues latinas que dominavam o tráfico de drogas naquela área.

Apesar de tratar de temas bastante delicados (como o uso desenfreado de drogas e o comportamento sexual promíscuo), a verdade é que Garotas Sem Rumo não consegue se destacar, quando comparado a outros filmes que tratam do mesmo tema, como Aos Treze, de Catherine Hardwicke. O longa acaba valendo mais pela oportunidade de ver jovens atores que são bem sucedidos, atualmente, como a já citada Anne Hathaway, Joseph Gordon-Levitt e Channing Tatum, no início de suas carreiras.

Um outro detalhe salta à mente enquanto assistimos a Garotas Sem Rumo: o que uma diretora como Sofia Coppola, que adora essas histórias de "pobres meninos (e meninas) ricos (e ricas)", teria feito se tivesse se deparado com essa história antes de Barbara Kopple, que é uma boa diretora, mas se sai melhor no gênero de documentários, como comprova o seu trabalho em Shut Up & Sing, que ela dirigiu com Cecilia Peck.

2 comments

  1. Mayara Bastos 10 abril, 2016 at 14:05 Responder

    A Barbara Kopple também dirigiu um documentário bem legal sobre a carreira paralela do Woody Allen com sua banda de jazz, o “Wild Man Blues”. Já esse “Garotas sem Rumo” é, além de esquecível, o “drama” dessas “pobres meninas ricas” não cria empatia.

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