French Dirty

Nota 5
5
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French Dirty, filme dirigido por Jesse Allain-Marcus e Wade Allain-Marcus, é um filme bastante frustrante. Explico: na maior parte do tempo, o roteiro escrito por Wade Allain-Marcus e Peter Hagen nos faz crer num conflito que a personagem principal passa, quando, na realidade, o conflito nunca existiu e a dúvida nunca foi relevante o suficiente para fazer com que Vincent (Wade Allain-Marcus) realmente tivesse coragem de enfrentar tudo e todos para viver um amor arriscado.

A linha narrativa do filme é muito interessante. Existe uma alternância entre o passado, o presente e a possibilidade de futuro de Vincent, na medida em que ele confronta o seu amor passado, o amor presente (e que sempre foi uma constante em sua vida) e o amor que ele acredita poder ser o seu futuro, fazendo uma grande autoanálise sobre quem ele é, as pessoas que fazem parte de sua vida e os acontecimentos que o fizeram chegar até aquele momento, em que ele tem que tomar uma decisão que pode mudar toda a sua trajetória.

A estética de French Dirty também chama a atenção. O filme tem uma aura indie, com uma câmera bastante presente, quase como se fosse a testemunha principal de todos os elementos que fazem parte da vida de Vincent, de forma a tentar nos colocar no lugar da personagem e no mundo em que ele se encontra. Uma pena que, como dissemos no início da nossa resenha crítica, esse filme acabe sendo muito frustrante. É um daqueles casos em que a embalagem é mais interessante do que o conteúdo.

French Dirty (French Dirty, 2015)
Direção: Jesse Allain-Marcus e Wade Allain-Marcus
Roteiro: Wade Allain-Marcus e Peter Hagen
Elenco: Wade Allain-Marcus, Melina Lizette, Arjun Gupta, Elsa Biedermann

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