La La Land: Cantando Estações

Nota8.5
8.5
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A primeira cena de La La Land: Cantando Estações, filme dirigido e escrito por Damien Chazelle, com a música Another Day of Sun, já nos deixa dentro do clima no qual o longa acontece. Esse é um musical sobre pessoas que chegam à cidade de Los Angeles, meca do cinema norte-americano, em busca da oportunidade de realizar um sonho: o de quem sabe, um dia, poder fazer parte desta grande indústria, que mexe com o imaginário de tanta gente.

La La Land: Cantando Estações é sobre pessoas como a sua própria atriz principal: Emma Stone, que, após convencer os pais, abandonou o colégio e se mudou com a mãe para Los Angeles, com o objetivo de dividir seus dias entre a educação escolar (que acontecia na própria casa delas) e os testes cansativos para filmes e programas de TV.

No fundo, existe uma razão que explica o sucesso de crítica e público que esse filme tem alcançado. A história de pessoas que buscam a realização de um sonho tem caráter universal. Ter como pano de fundo uma cidade (Los Angeles) que representa isso, em muitos sentidos, somente reforça o caráter simbólico de La La Land: Cantando Estações.

Ressoa ainda mais, nessa obra, a certeza de que esse caminho (de quem quer alcançar aquilo que mais deseja) é árduo, pode ser solitário (mas, ao mesmo tempo, ganha outra força se a gente tem alguém ao nosso lado para nos apoiar, não nos deixar sair do foco), tem dor, tem sofrimento, tem sacrifício, tem muitos nãos, tem lágrimas e exige a coragem necessária para a tomada de decisões difíceis.

Se, nem sempre as coisas terminam ou se desenvolvem do jeito que a gente imaginava, é porque isso faz parte da nossa jornada. Cada um percorre o caminho que tem que percorrer – alguns com atalhos mais fáceis, outros com um pouco mais de paciência e perseverança. Mas tudo vale a pena, se você deseja isso verdadeiramente e faz acontecer!

Independente de estarmos na Cidade dos Sonhos (ou na Cidade das Estrelas, como o filme tanto insiste); todos nós temos um pouco de Mia e Sebastian dentro da gente.

La La Land: Cantando Estações (La La Land, 2016)
Direção: Damien Chazelle
Roteiro: Damien Chazelle
Elenco: Emma Stone, Ryan Gosling, Rosemarie DeWitt, J.K. Simmons, Jason Fuchs, D.A. Wallach, Finn Witrock, John Legend, Tom Everett Scott

Indicações ao Oscar 2017
Melhor Filme
Melhor Ator – Ryan Gosling
Melhor Atriz – Emma Stone
Melhor Direção – Damien Chazelle
Melhor Roteiro Original – Damien Chazelle
Melhor Fotografia – Linus Sandgren
Melhor Montagem – Tom Cross
Melhor Direção de Arte – David Wasco e Sandy Reynolds-Wasco
Melhor Figurino – Mary Zophres
Melhor Triha Sonora Original – Justin Hurwitz
Melhor Canção Original – “Audition (The Fools Who Dream)”
Melhor Canção Original – “City of Stars”
Melhor Edição de Som
Melhor Mixagem de Som

8 comments

  1. bruno knott 1 fevereiro, 2017 at 23:44 Responder

    como gostei deste filme! ver ele no cinema é essencial, simplesmente lindo de se olhar.

    e os temas e homenagens ao cinema do passado são contagiantes. acho estranho algumas críticas que ele recebeu em relação ao fato de um cara branco querer se destacar no jazz. o povo ama polemizar.

    de qq forma, dos indicados ao oscar, fica atrás de moonlight na minha preferência.

    • Kamila Azevedo 2 fevereiro, 2017 at 11:39 Responder

      Bruno, ainda não assisti a “Moonlight”, mas todos dizem se tratar de um grande filme. Acho que o aspecto mais positivo em “La La Land”, além da parte técnica, acaba sendo a mensagem principal do filme, que tem ressonância com a maioria de nós. Acho que as polêmicas vêm para tentar desacreditar o favoritismo do filme ao Oscar e isso tudo é uma grande besteira, algo desnecessário.

    • Kamila Azevedo 2 fevereiro, 2017 at 11:37 Responder

      Amanda, pois é! Confesso que fui assistir a “La La Land” com uma expectativa altíssima, que não se converteu em realidade. O filme é ótimo, tem excelentes aspectos técnicos e uma trama com mensagem universal, mas eu acredito que faltou alguma coisa. O filme é impactante, mas não é memorável! No Filmow, me criticaram por dar 4 estrelas ao filme. Paciência! rsrsrs Bom ver que não estou sozinha nessa.

  2. museudocinema 7 fevereiro, 2017 at 13:59 Responder

    Muito bom filme, eu, ao contrário da maioria, fiquei no meio termo, nem se trata de uma obra-prima, muito menos é um filme pra ser desprezado. É sim, um filme muito bom, acima da média, diria.

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