A Garota no Trem

Nota6.5
6.5
Reader Rating: (0 Rates)0

Existe um quê de Garota Exemplar, filme dirigido por David Fincher, em A Garota no Trem, filme dirigido por Tate Taylor. Principalmente no fato de que, em ambos os roteiros, nada é o que parece e, na medida em que os acontecimentos vão se descortinando, vamos conhecendo a verdade por trás dos fatos.

O roteiro escrito por Erin Cressida Wilson divide sua linha narrativa entre três mulheres: Rachel (Emily Blunt, numa performance indicada ao Screen Actors Guild Awards 2017 de Melhor Atriz), que lamenta o seu divórcio recente; Megan (Haley Bennett), que vive uma crise no casamento motivada pelo desejo de ter um filho; e Anna (Rebecca Ferguson), que é a nova esposa do ex-marido de Rachel (Justin Theroux), com quem acabou de ter um filho.

O que liga essas três mulheres é o trem que faz a linha Ashbury x Londres. Neste trem, Rachel viaja diariamente e passa em frente ao local em que Megan e Anna moram. Quando se torna público o desaparecimento de Megan, Rachel decide ajudar a polícia a desvendar o caso e isso se transforma também numa maneira dela mesma expiar todo o sofrimento que ela guarda dentro de si – e que se reflete no alcoolismo que ela enfrenta e na incapacidade de poder seguir em frente com a sua vida.

Tate Taylor chamou a atenção dos cinéfilos com o filme Histórias Cruzadas. A Garota no Trem mostra um viés diferente do seu trabalho como diretor, em um filme com trama mais adulta e densa. Taylor surpreende ao desenvolver seu filme imprimindo o suspense necessário a esta história e, no seu ato final, desenrola o clímax de uma maneira muito satisfatória – tendo o apoio, não só da excelente atuação de Emily Blunt, como também das boas atuações do seu elenco de coadjuvantes.

A Garota no Trem (The Girl on the Train, 2016)
Direção: Tate Taylor
Roteiro: Erin Cressida Wilson (com base no livro escrito por Paula Hawkins)
Elenco: Emily Blunt, Haley Bennett, Rebecca Ferguson, Justin Theroux, Luke Evans, Edgar Ramirez, Laura Prepon, Allison Janney, Lisa Kudrow

2 comments

    • Kamila Azevedo 9 Março, 2017 at 19:45 Responder

      Amanda, concordo que o filme tinha potencial maior, mas, mesmo assim, achei uma obra intrigante e com ótimas atuações.

Deixe uma resposta