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Steve Jobs | Cena da Semana

publicado em:25/02/18 1:43 PM por: Kamila Azevedo Cena da Semana


(Steve Jobs [2015] – diretor: Danny Boyle)

“Músicos tocam instrumentos. Eu comando a orquestra”. Essa frase, que é dita por Steve Jobs (Michael Fassbender, em performance indicada ao Oscar 2016 de Melhor Ator) para seu antigo sócio Steve Wozniak (Seth Rogen), é perfeita para explicar o por quê de Jobs ter sido visto como gênio mesmo sem saber programar, desenhar ou criar uma linguagem inovadora. Jobs foi considerado um visionário por saber reunir, sob sua liderança, os melhores profissionais em cada área e que trabalhavam por um propósito comum: a criação de produtos que revolucionariam o mundo tecnológico.

Steve Jobs, filme dirigido por Danny Boyle, conta a história da personagem por meio do retrato dos bastidores de três lançamentos de produtos idealizados por Jobs: o Macintosh, em 1984; o NeXT, em 1988, e o iMac, em 1998. Em comum entre os três lançamentos, o fato de que vemos Steve interagir com as mesmas pessoas: Joanna Hoffman (Kate Winslet, em performance indicada ao Oscar 2016 de Melhor Atriz Coadjuvante), sua chefe de marketing; o já citado Steve Wozniak; John Sculley (Jeff Daniels), antigo CEO da Apple; Chrisann Brennan (Katherine Waterston), sua antiga namorada; Andy Hertzfeld (Michael Stuhlbarg), que fez parte da equipe de desenvolvimento do Macintosh; e, por fim, sua filha Lisa (interpretada por Perla Haney-Jardine, Ripley Sobo e Makenzie Moss).

As interações de Steve Jobs com essas pessoas são muito importantes para que possamos compreender quem ele foi. Não há dúvida sobre a importância que Jobs teve para o mundo da tecnologia e que ele, realmente, era um visionário que calculava seus passos com bastante cuidado. Mas, também não há dúvida, de que ele era uma pessoa muito difícil, vingativa e que, na realidade, não era um líder, e sim um chefe para seus subordinados.

Steve Jobs é um filme que tem a marca de seu roteirista Aaron Sorkin (que escreveu o roteiro tendo como base o livro de Walter Isaacson): uma obra baseada na força da palavra. São muitos diálogos e poucos momentos de silêncio – a maior parte deles quando vemos a personagem central claramente refletindo, na medida do possível e da correria daqueles momentos que antecediam os lançamentos de grandes produtos, sobre qual seria seu próximo movimento.



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