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Anon | Resenha Crítica

publicado em:5/06/18 8:40 PM por: Kamila Azevedo Filmes

O filme Anon, dirigido e escrito por Andrew Niccol, se passa numa realidade em que os seres humanos são controlados por um grande servidor, que, por meio da retina, consegue capturar todas as atividades que as pessoas executam no seu dia a dia. Se nossas atividades estão registradas para a posteridade num servidor, que, como um tipo de tecnologia específico, consegue ser rastreado por qualquer pessoa, então a ideia de privacidade se torna uma utopia – na medida em que as nossas lembranças podem ser acessadas por hackers que consigam driblar as armadilhas existentes nesses sistemas.

Anon se apoia num grande conflito vivenciado pelo investigador Sal Friedland (Clive Owen), que não consegue solucionar uma série de crimes que começa a ocorrer na cidade, uma vez que a identidade do serial killer não está passível de rastreio, simplesmente porque seus dados não aparecem no sistema. O filme se apoia no relacionamento que o investigador estabelece com uma misteriosa mulher (Amanda Seyfried), que pode oferecer pistas sobre a identidade deste assassino.

Uma produção original do canal de streaming Netflix, Anon é uma obra de ficção científica que, apesar da premissa interessante, acaba pecando por se render a um verdadeiro clichê do cinema: a necessidade de oferecer ao público uma reviravolta que seja surpreendente. No caso deste filme, o tiro sai pela culatra e acaba prejudicando todo o trabalho de desenvolvimento da trama, que vinha sendo feito a contento até que o quarto final começa a acontecer.

Anon (Anon, 2018)
Direção: Andrew Niccol
Roteiro: Andrew Niccol
Elenco: Clive Owen, Amanda Seyfried, Rachel Roberts, Colm Feore

Avaliação/Nota

Nota
5.5

Média Geral



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Jornalista e Publicitária


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