Serra Pelada

 
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Overview
 

Genero: ,
 
Nome do filme:: Serra Pelada (Bald Mountain, 2013)
 
Roteiro:: Heitor Dhalia e Vera Egito
 
Direção:: Heitor Dhalia
 
Elenco:: Juliano Cazarré, Júlio Andrade, Wagner Moura, Laura Neiva, Sophie Charlotte, Matheus Nachtergaele, Rose Tuñas
 
Roteiro
8.0


 
Direção
9.0


 
Atuação
9.0


 
Trilha sonora
8.0


 
Fotografia
8.0


 
Edição
8.0


 
Total Score
8.3
8.3/ 10


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2
Posted outubro 29, 2013 by

 
Sobre o Filme:
 
 

Localizada na cidade de Curionópolis, no sul do Estado do Pará, a Serra Pelada foi um local que se tornou muito conhecido na década de 1980 por ter sido o maior garimpo a céu aberto do mundo, ocasionando a descoberta de 30 toneladas de ouro. Para muitos brasileiros, naquela época, a Serra Pelada, além de representar uma verdadeira corrida do ouro, foi um espaço que proporcionava a muitos a vivência do sonho de poder tirar dali o sustento que daria às suas famílias a possibilidade de viverem uma vida melhor e mais confortável.

O filme “Serra Pelada”, dirigido e co-escrito por Heitor Dhalia, destaca justamente uma dessas histórias. Os amigos de infância Juliano (Juliano Cazarré, que, atualmente, está no ar em um dos papéis principais novela “Amor à Vida”, da Rede Globo) e Joaquim (Júlio Andrade, que alcançou o estrelato com o filme “Gonzaga: De Pai para Filho”) deixam o Rio de Janeiro, em 1978, com o sonho de encontrar ouro e tudo aquilo mais que a Serra Pelada representava para gente como eles. A história de Juliano e Joaquim era igual a de muitos outros homens que deixaram seus locais de origem em busca da prosperidade que a serra ocasionava.

Entretanto, o que difere a trajetória de Juliano e de Joaquim da dos outros garimpeiros era o desejo de ambição e a ganância que ambos possuíam. Eles não se contentavam com aquilo que queriam e sempre buscavam muito mais. É aqui também que os dois decidem seguir caminhos diferentes. Enquanto que a ambição de Joaquim era conquistar o máximo que podia para proporcionar uma vida melhor para a sua esposa (Laura Neiva, quase irreconhecível) e para a filha recém-nascida, o desejo de Juliano era ascender socialmente por meio do ganho de poder e de liderança (mesmo que imposta com base na violência) sobre os outros grupos e garimpeiros.

Chama a atenção em “Serra Pelada”, a forma como Heitor Dhalia decide contar a sua história. De uma forma acertada, o diretor decide alternar a história de crescimento de Juliano e Joaquim como garimpeiros e, posteriormente, pequenos empresários com imagens de programas de TV ou de reportagens sobre o significado que a Serra Pelada possuía naquela época e as oportunidades que ela proporcionava para pessoas como Juliano e Joaquim. Isso faz com que o filme ganhe um caráter bastante documental e que nos mostra muito bem o tipo de apelo que aquele lugar exerceu sobre pessoas que deixaram tudo para trás para ali tentarem a sorte.

Entretanto, o ponto alto de “Serra Pelada”, além de sua parte técnica (notadamente a direção de fotografia), acaba sendo o trabalho desenvolvido pelos atores, com destaque para quatro deles: os protagonistas Juliano Cazarré e Júlio Andrade, que oferecem um ao outro o contraponto interessante para entendermos as diferenças que separam Juliano de Joaquim; a surpreendente Sophie Charlotte, que consegue dar muita densidade, sensualidade e dor à sua Tereza, naquela que é a melhor atuação de sua carreira; e Wagner Moura, como Lindo Rico, o pequeno empresário que termina de sepultar de vez a trajetória de Juliano e Joaquim.


2 Comentários


  1.  

    Quero muito ver esse! Acho o Dhalia um grande nome do nosso cinema, e olha q são poucos!





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