Mandela – A Luta Pela Liberdade

publicado em:10/12/08 10:10 PM por: Kamila Azevedo Cinema

Muito se conhece a respeito da história de Nelson Mandela, advogado e um dos maiores líderes do movimento anti-Apartheid, na África do Sul – por causa da luta, Mandela ficou preso por 27 anos, até ser libertado e, posteriormente, ser eleito o primeiro presidente da história do país em uma eleição totalmente democrática. O filme “Mandela – A Luta Pela Liberdade”, do diretor Bille August, nos apresenta à batalha do líder africano utilizando como ponto de vista o olhar de um homem cuja vida ele modificou profundamente.

 

James Gregory (Joseph Fiennes) trabalhava como guarda no sistema penitenciário quando, em busca de uma vida melhor para a família, aceitou ser transferido para a Ilha Robben, prisão que abrigava aqueles que eram considerados os maiores terroristas da África do Sul. Gregory foi criado em uma fazenda, no interior africano, e conhecia os dialetos das tribos – por isso foi o candidato perfeito para ser o censor da área em que se encontravam presos Nelson Mandela (Dennis Haysbert), entre outros líderes do Congresso Nacional Africano (CNA), partido que lutava contra o Apartheid.

 

O trabalho de vigiar as visitas e as correspondências dos líderes do CNA, especialmente as de Nelson Mandela, pelo período de 27 anos, fazem com que James Gregory olhe a causa pela qual eles lutavam de uma outra forma. O interessante é perceber que a mudança vista em Gregory acaba tendo uma influência positiva em sua esposa Gloria (Diane Kruger), que era racista e acreditava que tipos como Mandela eram os piores do universo, e nos seus dois filhos, que acabam indo cursar a universidade por causa dos ensinamentos de Nelson.

 

Conhecido pelo trabalho na adaptação de “A Casa dos Espíritos”, da escritora chilena Isabel Allende, Bille August realiza um trabalho irregular na direção de “Mandela – A Luta Pela Liberdade”, uma vez que ele não consegue aproveitar de forma adequada a interessante história que tinha em mãos. Outro grande problema do longa são as atuações inexpressivas do elenco principal – a performance mais marcante acaba sendo a participação especial de Faith Ndukwana como Winnie Mandela.

 

Cotação: 6,0

 

Mandela – A Luta Pela Liberdade (Goodbye Bafana, 2007)

Diretor: Bille August

Roteiro: Greg Latter (com base no livro escrito por Bob Graham e James Gregory)

Elenco: Joseph Fiennes, Dennis Haysbert, Diane Kruger



A última modificação foi feita em:novembro 24th, 2017 as 10:24 am


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Kamila Azevedo

Jornalista e Publicitária



Comentários


Vixe, Kami, esse filme reuniu três personalidades que não me descem: Bille August e Joseph Fiennes. Mas calma, eu explico: aquele fez apenas um filme que considero excelente, Pelle – O Conquistador; os demais são altamente discutíveis com destaque para a adaptação fraca de A Casa dos Espíritos. Já Joseph fez lá seu Shakespeare Apaixonado, Elizabeth, Correndo com Tesouras e, quando tinha tudo nas mãos ao interpretar Lutero, foi péssimo! Acho até que você discorda de mim, mas infelizmente acredito que seja isso.

Mas, pode ser que ambos estejam melhores e me surpreendam nesta nova fita.

Beijos!

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q nd sao tods ums chatos

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Só pelo trailer já deu para perceber que esse filme não tem muita personalidade. Apesar da trama interessante, particularmente não tenho grande vontade de ver esse “Mandela”, ainda mais depois de seus comentários não muito animadores. Abraço!

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Pois to vendo q vc precisa assistir pra saber melhor ai, quem sabe depois de vc assistir comente por que ai vc vai saber pra poder fala
abraço…

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Claro que vc não vai querer assistir ao filme porque iria querer ver paz entre os brancos e negros pelo jeito você não passa de um tremendo racista e tem mais você não pode tirar sua opinião pelo comentário dos outros…. Assista primeiro para depois falar que o filme não tem personalidade!

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Jeniss, pena que o Haysbert não esteja tão bem assim, como, aliás, todo o elenco do filme, que parece estar totalmente deslocado.

Anderson, eu me lembro do seu texto sobre este longa. Obrigada pelo elogio!

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Vinícius, exatamente. Você definiu o longa da maneira certa: sem personalidade! Abraços!

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A impressão mesmo que eu tive era de que fosse mediano, mas uma história tão bonita talvez pudesse ser melhor trabalhada…

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Kamila, quando li sobre esse filme na epoca do lancamento (acho q ja faz um ano) me atraiu o nome do Joseph Fiennes, ator q nao admiro, mas pouco vejo no cinema, entao.. Mas lembro q a maioria das criticas foram negativas, entao acabei esquecendo do filme, e seu texto me deixou ainda mais com um pe atras..

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Robson, exatamente!

Romeika, eu só fui ver o filme por causa do Joseph, um ator que gosto.

Denis, gostei, sim. Publico a crítica mais tarde!

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bom filme tinha te mais filmes dessa categoria , pois o munda precisa de lideres , assim como na ficsao .
pois o ser humano ta acabando com o seu abitar . . .

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Lauriene, Cristiene e Scarlat, na minha época de escola, os filmes também ajudavam bastante, às vezes. Beijos!

Jorge, o mundo precisa mesmo de líderes inspiradores como Nelson Mandela.

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Po o filme é muito bom, da onde que tao dizendo que o filme nao tem personalidade. So porque nao tem apelaçoes que nem os filmes sobre historia americana?
Eu ja assisti esse filme umas tres vezes, acho ele muito bom, porque mostra uma historia muito bonita de mudança de paradigmas e perspectivas. Sinceramente nao acho que o filme nao tenha “personalidade”, alias, essa é uma critica extremamente abstrata…

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Karol, uma pena, já que esse filme faz um importante registro histórico de uma das maiores personalidades que conhecemos.

Guilherme, mas esse filme não precisa ter apelações… A história em si do Mandela já é apelativa por si só….

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é muito bom para quem prescisa de pesquisas como essas principalmente para nossas crianças…………………….É IRADO SO

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Brunna, exatamente. Mas, acho que o filme vale mais por fazer um tributo à sensacional história de vida do Nelson Mandela.

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Dependendo do ponto de vista de quem assiste e qual o olhar que o mesmo tem em relação à intenção do filme, acredito que foi muito proveitoso e mudou meu olhar em se tratando de relação negro e branco.

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Silvia, exatamente. E ter mudado a relação entre o negro e o branco num país antigamente dividido pelo Apartheid, como a África do Sul, é um dos maiores legados do Nelson Mandela.

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Foi um filme de trabalho da escola, mas eu adorei assisti-lo, o problema é que dá “preguiça” de escrever o resumo, mas o filme é ótimo. Recomendo. Parabéns para quem escreveu a redação do resumo do filme!

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