As Viagens de Gulliver

publicado em:9/02/11 2:35 AM por: Kamila Azevedo Cinema

“As Viagens de Gulliver”, livro de autoria de Jonathan Swift, é uma obra satírica, cujo personagem principal acabava indo parar em uma ilha chamada Lilliput, na qual os seus habitantes (os quais eram todos pequeninos seres) viviam em guerra por motivos totalmente frívolos. O filme homônimo dirigido por Rob Letterman atualiza este conto, mas mantém vivo o espírito fútil dos governantes de Lilliput e seus rivais (a “obsessão” deles por guerras é alvo de uma constrangedora cena em que o elenco de todo o filme faz uma performance musical completamente desnecessária).

Como todos os outros personagens interpretados pelo comediante Jack Black, Lemuel Gulliver é um homem imaturo e que não dá qualquer tipo de sinal indicando que está pronto para crescer e assumir responsabilidades. Ele trabalha como despachante num jornal de Nova York e está muito satisfeito com isso. É preciso a chegada de um novo funcionário em seu setor, que acaba tomando o cargo dele de chefe em um dia, para que ele acorde para a vida e decida melhorar em todos os aspectos.

A partir deste ponto de virada, Gulliver vira outra pessoa. Ao forjar um artigo escrito sobre suas viagens pelo mundo para chamar a atenção da editora (Amanda Peet) por quem ele é apaixonado, mas não tem coragem de se declarar; Gulliver ganha uma chance como jornalista e sua primeira pauta é entrevistar um homem que diz ter o segredo do Triângulo das Bermudas. Enquanto viajava ao local, Gulliver acaba sofrendo um naufrágio que o leva para a ilha de Lilliput, aonde ele viverá uma jornada fantástica que alterna bons e maus momentos, mas que também fazem parte de todo esse jogo de melhoria da auto-estima pela qual o protagonista irá passar.

Uma obra produzida pelos mesmos profissionais que nos trouxeram os filmes da série “Uma Noite no Museu”, chama a atenção, em “As Viagens de Gulliver”, o elenco de bons atores contratados para fazerem os habitantes de Lilliput (Billy Connolly, Emily Blunt, Jason Segel e Chris O’Dowd). Infelizmente, para eles, não lhes é dada a mesma chance que foi oferecida ao astro Jack Black. O roteiro escrito por Joe Stillman e Nicholas Stoller privilegia o tipo de comédia que é o forte de Black. Pena que, ao contrário do visto em “Uma Noite no Museu”, a mistura de comédia de ação, com figuras históricas e elementos da atualidade não deu certo. O filme é muito chato e lembra, inclusive, a má sucedida – e vergonhosa – tentativa recente de refilmagem de “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, que reunia um elenco formado por nomes como Jackie Chan, Steve Coogan, Cécile de France, Jim Broadbent, Arnold Schwarzenegger, Maggie Q, Rob Schneider, Owen Wilson, Luke Wilson, Mark Addy, John Cleese, Kathy Bates, entre outros.

Cotação: 1,0

As Viagens de Gulliver (Gulliver’s Travels, 2010)
Direção: Rob Letterman
Roteiro: Joe Stillman e Nicholas Stoller (com base no livro de Jonathan Swift)
Elenco: Jack Black, Jason Segel, Emily Blunt, Amanda Peet, Billy Connolly, Chris O’Dowd, T.J. Miller



Kamila Azevedo

Jornalista e Publicitária



Comentários


Não me animo com esse filme.Jack Black só conseguiu segurar um filme como protagonista que foi Escola do Rock(um grande acerto da carreira dele).Depois esteve bem em filmes que era coadjuvante como Margot e o Casamento e Trovão Tropical(adoro essa satira que Hollywood faz de si mesma hehehe,Downey Jr hilário!).Kamila esse ultimo filme que vc viu é simplemente uma obra prima.O Profeta tem momentos de filme de gangster,um “Poderoso Chefão”que exala medo que é Neils Arestrup e uma montagem e fotografia fantastica.Essa obra prima do cinema francês foi meu filme estrangeiro favorito de 2009.Repare na cena em que ocorre um acidente envolvendo um cavalo e outro momento ocorre uma sequencia de tiros em uma van(ou furgão).Barbaro.E o final foi um dos mais originais que eu vi nos ultimos anos.A fotografia e montagem me lembrou Cidade de Deus.Beijos e tomara que vc goste de O Profeta,pq eu amei.

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Peguei raiva de Black em comédias, ele sempre vem com algo de ‘qualidade duvidosa’…. Enfim, nem de graça quero ver este!! rs

[]s

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Amanda, lamentável é pouco… rsrsrs

Paulo, Jack Black precisa parar de querer interpretar a si mesmo. Quando ele voltar a ser ator, quem sabe não volta a fazer filmes legais. Teremos crítica de “O Profeta” em breve aqui! 🙂

Raspante, pois é. Devia ter pensado da mesma forma que você. Abraços!

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Pois é, o filme é bem ingênuo mesmo… Mas o fracasso da fita nos EUA (e a média recepção a Entrando numa fria maior ainda com a família) deve redirecionar as prioridades da produção americana em relação a comédias para toda a família…
beijos

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Olha que eu li o livro hein. Até esperava que pudesse atingir pelo lado da nostalgia, mas eu realmente não gosto do Jack Black. Talvez até veja o filme, mas em dvd.

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Reinaldo, tomara! Tomara! Beijos!

Cleber, pois é!

Victor, eu li o livro na oitava série. Tem muito pouco a ver com essa adaptação!

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Nada contra Jack Black interpretar sempre Jack Black. O erro é um conto clássico como esse ser obrigado a se adaptar ao estilo Jack Black em nome da bilheteria fácil. O mesmo poderia ter acontecido com “King Kong”, mas Peter Jackson fez Jack Black se adaptar à história e não o contrário. Por isso mesmo, em “King Kong”, Jack Black atua e não é apenas Jack Black.

Bjs!

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Achei que tem suas cenas engraçadas, como a do cinema, mas o resto é horrível e constrangedor mesmo. Jack Black devia repensar melhor seus trabalhos.

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Transformaram um clássico numa piada de mau gosto. O Jack Black precisa sumir uns tempos, rever seus conceitos, etc…

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Otavio, eu estou começando a ficar contra ele interpretar sempre a si mesmo! Mas, seu raciocínio faz muito sentido. Beijos!

Rodrigo, concordo.

Roberto, piada de muito mau gosto.

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O incrível é ver Emiliy Blunt e Jason Segel nesse filme, parece uma bomba mesmo, pelo trailer sem graça. E a última vez que Jack Black acertou foi em “Rebobine, Por Favor”. rsrs.

Beijos! 😉

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Cristiano, rsrsrsrsrs

Cassiano, mas ela se envolveu aqui de livre e espontânea vontade. A Emily tá com umas escolhas estranhas de carreira recentemente…

Mayara, pois é!! Beijos!

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Desde o começo duvidei dessa adaptação em estilo “comédia do Jack Black” pra esse livro.

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Acabo de publicar minhas impressões sobre este filme horrendo, e vejo que concordamos em muita coisa – só fui um pouco mais malvado que você e dei 0,5 ponto. 🙂
Beijos.

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Mari, eu devia ter duvidado também, Mari! 🙂

Weiner, vou ler sua opinião, depois! Beijos!

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Kamila, Black não se enxerga mais. Sério mesmo que foi necessária aquela interpretação de “War”? Eu acredito que não, foi o momento vergonha alheia do filme.
Quando tiver tempo, ficaria honrado se visitasse meu blog. Também escrevi uma resenha sobre Gulliver
Abraços

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Matheus, eu achei constrangedora a apresentação dessa música. Vergonha alheia total! Visitarei seu blog. Abraços!

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Se já não fosse bem ruim em toda sua metragem, o filme ainda faz questão de ser detestável, com aquele momento musical do final. Também dei 1/10.

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[…] Uma obra produzida pelos mesmos profissionais que nos trouxeram os filmes da série “Uma Noite no Museu”, chama a atenção, em “As Viagens de Gulliver”, o elenco de bons atores contratados para fazerem os habitantes de Lilliput (Billy Connolly, Emily Blunt, Jason Segel e Chris O’Dowd). Infelizmente, para eles, não lhes é dada a mesma chance que foi oferecida ao astro Jack Black. O roteiro escrito por Joe Stillman e Nicholas Stoller privilegia o tipo de comédia que é o forte de Black. Pena que, ao contrário do visto em “Uma Noite no Museu”, a mistura de comédia de ação, com figuras históricas e elementos da atualidade não deu certo. O filme é muito chato e lembra, inclusive, a má sucedida – e vergonhosa – tentativa recente de refilmagem de “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, que reunia um elenco formado por nomes como Jackie Chan, Steve Coogan, Cécile de France, Jim Broadbent, Arnold Schwarzenegger, Maggie Q, Rob Schneider, Owen Wilson, Luke Wilson, Mark Addy, John Cleese, Kathy Bates, entre outros. (Crítica publicada em 09 de Fevereiro de 2011) […]

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