Padre

Apesar de fazer uma contextualização muito rápida do background da trama principal de “Padre”, o roteiro escrito por Cory Goodman é muito explícito no conflito do personagem principal da obra dirigida por Scott Charles Stewart: o Priest (Paul Bettany) é um homem que vive num país subjugado à fé na Igreja. Ele fez parte de um exército de homens de fé que tinha como objetivo aniquilar com os vampiros que insistiam em extinguir a espécie humana. Uma vez vencedores deste conflito, os membros desse exército foram condenados a uma existência discreta, sem exercerem o seu papel de fato e de direito.

O Priest é obrigado a sair de seu exílio quando é procurado por Hicks (Cam Gigandet), que o avisa que seu irmão Owen (Stephen Moyer) e sua esposa Shannon (Madchen Amick) foram atacados por vampiros e sua sobrinha Lucy (Lily Collins) foi sequestrada por eles. Com seu emocional completamente afetado, o Priest enfrenta os desígnios da Igreja e sai excomungado em busca da sobrinha e no encalço daqueles que a aprisionaram.

O interessante na jornada do Priest é que o acontecimento envolvendo a sua família o pega num momento de intensa provação de sua fé. Ele está em crise consigo mesmo, com seus pensamentos e com os dogmas da Igreja que domina o seu país – e, o pior, é que não encontra respostas para as suas dúvidas. De uma certa forma, o que se passará com ele no decorrer de “Padre” é uma afirmação de sua vocação e do seu propósito, daquilo que ele mais sabe fazer.

Baseado numa graphic novel, pode até não parecer na maior parte de sua duração, mas “Padre” é, na realidade, uma grande introdução para aquilo que os produtores do filme esperam se transformar numa franquia. Ainda é cedo para se dizer se eles serão bem sucedidos nisso, mas, analisando a obra como um filme único, “Padre” se revela interessante do ponto de vista visual e um pouco intrigante do ponto de vista de sua história, mas ainda falta um bocado para transformar este personagem e seu propósito numa série que possa render bons filmes.

Cotação: 5,0

Padre (Priest, 2011)
Direção: Scott Charles Stewart
Roteiro: Cory Goodman (com base na graphic novel de Min-Woo Hyung
Elenco: Paul Bettany, Karl Urban, Cam Gigandet, Maggie Q, Lily Collins, Brad Dourif, Stephen Moyer, Christopher Plummer, Alan Dale, Madchen Amick

18 comments

  1. João Paulo 30 Maio, 2011 at 23:54 Responder

    Se for melhor do que Legião, legal …
    Mas dizem que é pior … e quando li isso … me senti uma vitima de A Mosca 2 que teve a cara desfigurada de tão tenso que é a critica.

    Por aqui só meados de julho … dai você tira a ideia de como o a Sony comprou a ideia do filme …

    Beijos Milla!

    • Kamila 1 junho, 2011 at 02:13 Responder

      Raspante, rsrsrsrs

      Cristiano, eu acho que o Paul Bettany tinha tudo para ter uma ótima carreira. Ele merece mais que esse filme!

      João Linno, eu assisti legendado sem ser 3D. Não sei se faz diferença assistir em 3D… Beijos!

  2. Amanda Aouad 31 Maio, 2011 at 13:19 Responder

    A HQ faz até um certo sucesso, mas já ouvi tantas críticas ao filme que também não me arrisco a pagar 3D dublado, que é o que encontramos aqui em Salvador, como disse João.

  3. Paulo Ricardo 31 Maio, 2011 at 13:42 Responder

    Paul Bettany funciona mt bem como coadjuvante.Veja os casos de Uma Mente Brilhante,O Turista,O Código da Vinci(as cenas das chibatadas me causam arrepios só de lembrar),quando o Sr. Jenniffer Connelly é protagonista o “caldo entorna” como nem Criação de Jon Amiel.Mas ele é bom ator e passa uma seriedade aos papeis,o público só não acostumou a ve-lo com o papel principal.

    *Pensei em vc ontem Kamila.Eu estava vendo o filme Eu Sou o número Quatro de D.J Caruso(que fez um filme q gosto mt chamado Paranoia e Controle Absoluto q é mediano).Aí durante a projeção do filme eu lembrei da sua critica que vc notou uma semelhança com a série Smalville.E olha Kamila,vc tem toda a razão,parece mais um projeto feito para tv do que para o cinema.Ruim,eu acho q vc deu nota 4,0 e vc esta coberta de razão.Filme bem fraquinho.

    *Kamila me tira uma dúvida que esta me afligindo no blog.Algumas semanas nos posters do ultimo filme visto eu vi uma obra prima chamada Bastardos Inglorios de um tal de Quentin Tarantino que fez uns filmes poucos conhecidos como Kill Bill,Cães de Aluguel e Pul Fiction rsss,ironias a parte me tira um dúvida:Tem critica para Bastardos Inglorios.Porque eu GOSTO MUITO dessa obra prima do maior nerd do cinema.

    Beijos

  4. Cassiano 31 Maio, 2011 at 14:13 Responder

    Então vem ai mais uma franquia, parece que os projetos atualmente de hollywood são todos destinados a virarem franquias! E nós pagamos o pato (quer dizer, o ingresso).

    • Kamila 1 junho, 2011 at 02:17 Responder

      Amanda, que estranho! Aqui veio 3D legendado e versões em 2D dubladas e legendadas.

      Paulo, eu concordo que ele funciona muito bem como coadjuvante. E eu acho que ele poderia ter uma carreira bem melhor do que a que ele tem. Pois é! Que bom que lembrou de mim assistindo “Eu Sou Número Quatro”. Aqui, tem crítica, sim, pra “Bastardos Inglórios”. Procura na busca do blog! Beijos!

      Cassiano, pois é!! Como eu disse, Hollywood atira, atira, até acertar…

    • Kamila 1 junho, 2011 at 02:18 Responder

      Reinaldo, cheque mesmo e depois escreva as opiniões! 🙂 Beijos!

      Otavio, era! A carreira dele ficou igual à do Edward Norton!

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