Capitão Sky e o Mundo de Amanhã

publicado em:17/05/13 2:03 AM por: Kamila Azevedo Filmes

O ano de 2004 foi bastante produtivo para o cinema norte-americano. As platéias de todo o mundo foram apresentadas a duas novas técnicas cinematográficas. A primeira delas foi a “captura de performance”, técnica utilizada pelo diretor Robert Zemeckis na animação “O Expresso Polar” e que consistia em colocar sensores de movimentos nos atores, capturá-los e transformá-los em elementos que baseiam a criação de uma personagem digital. A segunda delas não é uma inovação propriamente dita – visto que já era utilizada na indústria do cinema -, mas o diretor estreante Kerry Conran levou os efeitos visuais para outro patamar no seu “Capitão Sky e o Mundo do Amanhã” ao inserir suas personagens de carne e osso num mundo completamente virtual, inclusive ao fazer interagi-los com personagens digitais.

Concebido como uma homenagem aos seriados dos anos 50, tudo em “Capitão Sky e o Mundo do Amanhã” remete a esta época (desde os figurinos até, principalmente, o visual do filme). No entanto, o roteiro da película é extremamente atual e toma emprestado dos seriados daquela época figuras marcantes e carismáticas como o herói e a heroína. O herói em questão é Joe Sullivan (Jude Law) ou Capitão Sky, o líder de uma tropa de mercenários treinados especialmente para salvar o mundo dos perigos existentes. Já a heroína em questão é a jornalista Polly Perkins (Gwyneth Paltrow), ex-namorada de Joe, uma mulher ambiciosa e que não hesita em fazer de tudo para conseguir uma boa história.

Os dois irão se unir em prol dos seus maiores interesses (para Joe, salvar o mundo e para Polly, conseguir uma boa história) quando um grupo de cientistas começa a desaparecer misteriosamente. O que todos estes cientistas tinham em comum era o fato de que, em algum momento, eles haviam trabalhado para Totemkopf (o finado Sir Laurence Olivier), uma figura lendária no meio militar. A situação se torna mais intrigante quando robôs gigantes invadem e atacam as maiores cidades do mundo, ferindo milhares de pessoas que, aparentemente, não têm como se defender.

“Capitão Sky e o Mundo do Amanhã” é um filme eletrizante, inteligente e, pasmem, cheio de momentos de bom humor. Os atores estão confortáveis em seus papéis e fazem um bom trabalho, em se tratando de que contracenaram, na maior parte do tempo, com uma tela verde. Porém, como em toda nova técnica, a de Kerry Conran precisa ser muito bem trabalhada para afastar a sensação de artificialidade que algumas cenas do filme passam. Mas, da mesma forma que Polly e Joe são apresentados ao mundo do amanhã, nós iremos conhecer uma prévia do que pode ser o cinema do amanhã.



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Kamila Azevedo

Jornalista e Publicitária



Comentários


Gosto muito de “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã” e lamento que Kerry Conran não tenha se envolvido em qualquer outro filme após o fracasso financeiro dessa sua estreia. Recentemente, vi alguns extras do filme presentes no DVD e fiquei impressionado como o universo que visualizamos saiu de cenários quase inexistentes, moldados unicamente por um fundo verde ou azul. Jude Law e Gwyneth Paltrow merecem uma salva de palmas por executarem com muita competência um trabalho para lá de complicado. Enfim, espero que o tempo faça justiça a “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”.

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Tenho o poster do filme em casa mas nunca vi o filme, infelizmente.
Mas é interessante como muitas vezes o tempo é justo com alguns filmes e com outros não. Se torna uma oportunidade como analisar se muitas vezes estavamos preparados para esse tipo de projeto e outros não.

Abraços… devia comentários por aqui …

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Eu também goste de Capitão Sky e o Mundo do Amanhã, é divertido, envolvente e cheio de adrenalina. Pena mesmo que não foi bem nas bilheterias.

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Alex, bem lembrado! Faz tempo que não ouço falar no Kerry Conran. A questão é que o filme foi um fracasso porque o público não entendeu a proposta do longa. Vamos ver se o tempo fará justiça à “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”.

João Paulo, pois tente assistir ao filme, pois tem uma proposta bem interessante.

Amanda, pois é! Uma pena mesmo!

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