Truque de Mestre

O ilusionista é um tipo de artista que visa levar uma audiência a acreditar em algo que parece impossível de acontecer, que não tem uma explicação lógica e racional, mas que acaba ocorrendo, surpreendendo e confundindo a todos. É justamente um grupo escolhido a dedo, formado por artistas desse tipo, que protagoniza o filme “Truque de Mestre”, dirigido por Louis Leterrier. J. Daniel Atlas (Jesse Eisenberg), Merritt McKinney (Woody Harrelson), Henley Reeves (Isla Fisher) e Jack Wilder (Dave Franco) possuem características próprias de trabalho, mas são reunidos por um mecenas misterioso para realizar algum tipo de atividade que nos será desconhecida, num primeiro momento.

Quando os reencontramos, um ano depois, eles são os personagens principais de um popular show de mágicas e de ilusionismo na cidade de Las Vegas, uma das capitais do entretenimento dos Estados Unidos. Os quatro artistas, em um de seus shows, desafiam a plateia ao informarem que irão realizar um truque final e inédito em termos da atividade que eles desempenham: usar técnicas de ilusionismo para realizar roubos em Paris, em Nova Orleans e em Nova York. Em consequência disso, eles se transformam em alvo número um do agente do FBI Dylan Rhodes (Mark Ruffalo) e da agente da Interpol Alma Dray (Mélanie Laurent).

Sem dúvida alguma, um dos elementos mais engenhosos do roteiro escrito por Ed Solomon, Boaz Yakin e Edward Ricourt é nos mostrar, desde a cena em que o primeiro roubo acontece, que, apesar de a gente ver tudo ocorrendo na nossa frente, não existe uma explicação lógica e que ligue o grupo de artistas aos roubos - tendo em vista que tudo que assistimos pode ser uma ilusão, afinal o ilusionismo se apoia naquilo que é extraordinário, que aparece, que desaparece, que se transforma e que nos é revelado pela leitura da mente.

No entanto, apesar do diretor Louis Leterrier conseguir desenvolver o filme de uma forma um tanto satisfatória, prendendo a atenção da plateia por boa parte dos seus 115 minutos de duração, “Truque de Mestre” acaba decepcionando no seu quarto final, quando tudo se conclui, por optar por uma solução um tanto óbvia para a história. Tal conclusão acaba indo de encontro àquilo que J. Daniel Atlas afirma ser a primeira regra da mágica à maioria das pessoas com quem ele encontra: ser sempre a pessoa mais esperta na sala...

8 comments

    • Kamila Azevedo 25 outubro, 2013 at 00:23 Responder

      Tarcizio, todos os textos publicados aqui são de autoria minha. Não copio a ideia dos outros. Uso o resumo do filme como um ponto de partida para os textos, mas as resenhas críticas aqui publicadas refletem os meus sentimentos sobre as obras. Se eu não domino muito o tema principal do filme, faço uma pesquisa antes de fazer o texto, para poder compreender melhor e poder explicar de uma melhor forma as ideias principais do filme. Não sei se o que você identifica como “cópia/tradução” foi resultado disso. Agradeço se você puder desenvolver mais seu comentário, de forma a que eu possa entender o que você está afirmando.

  1. Giullia 15 janeiro, 2014 at 02:08 Responder

    Assisti esse filme e foi um dos melhores que ja assiti, a unica coisa que eu acho, é que não é de drama, e achei a nota pouca :\ . Mas o filme é muito bom, e o final surpreendente!

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