Mad Max: Estrada da Fúria

Nota9.5
9.5
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O nome do filme é “Mad Max: Estrada da Fúria”, mas bem que poderia se chamar “Furiosa”, já que, na obra dirigida e co-escrita por George Miller, é em torno dessa forte personagem feminina (interpretada por Charlize Theron) que gira toda a trama, bem como a maior parte das personagens. Como nos outros filmes dessa clássica trilogia dos anos 80, então estrelada por Mel Gibson, estamos num mundo pós-apocalíptico, em que os recursos naturais do planeta terra estão escassos e em que os seres humanos regrediram ao ponto de terem um único instinto: o de sobrevivência.

O deserto australiano no qual se passa “Mad Max: Estrada da Fúria” é perfeito para retratar a solidão e a sujeira dessa nova conjuntura humana, mas, principalmente, o inferno em que o mundo se transformou. A loucura de Max (Tom Hardy) é um reflexo dessa nova realidade, bem como do seu turbulento passado. Por outro lado, o foco e a força da Imperatriz Furiosa também são um produto dessa realidade. O contraponto interessante, nesse caso, é que é justamente a esperança em vivenciar algo melhor que acaba unindo todos eles – mesmo que eles sejam céticos em acreditar nisso, em primeiro lugar.

O roteiro escrito por George Miller, Brendan McCarthy e Nico Lathouris se passa num momento em que Furiosa lidera um grupo em fuga da cidadela tiranizada por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne). Com a ajuda de Max e de Nux (Nicholas Hoult), Furiosa irá enfrentar todas as gangues convocadas por Joe com o objetivo de mostrar que uma nova realidade pode ser vivida e conhecida, em que os seres humanos podem voltar aos seus instintos básicos, sem escravidão e pobreza.

“Mad Max: Estrada da Fúria” parece uma grande viagem conceitual em torno de algo que merece uma reflexão importante: a possibilidade real da escassez dos recursos naturais que temos no planeta terra. George Miller potencializa isso ao mostrar a obsessão humana pelo controle e pela submissão como uma verdadeira loucura. Pessoas como Furiosa, Max e Nux oferecem o outro lado: o da coragem suficiente para colocar toda a sujeira no ventilador e enfrentar as consequências por isso. Talvez, em decorrência dessa escolha narrativa, “Mad Max: Estrada da Fúria” seja um filme, por muitas vezes, esquizofrênico, rock ’n roll, exagerado e berrante. Mas, necessário, especialmente numa época em que o cinema está carente de filmes como esse, que são cheios de originalidade e de uma visão de autor.

8 comments

  1. Paulo Ricardo 5 julho, 2015 at 00:31 Responder

    Um dos melhores filmes do verão americano.Tem muita ação,paixão do realizador George Miller,Charlize Theron ótima e um visual arrebatador.É um calor australiano que irradia a tela.Sem dúvida um dos grandes filmes de 2015(o melhor ainda é “Divertida Mente”).

    • Kamila Azevedo 5 julho, 2015 at 23:51 Responder

      Amanda, com certeza!

      Reinaldo, para mim, também! Um dos melhores filmes do ano, com uma grande personagem feminina.

      Paulo, o melhor filme do verão norte-americano, junto com “Jurassic World”.

  2. bruno knott 6 julho, 2015 at 23:54 Responder

    acredita que minha experiência ficou prejudicada por ter assistido ao filme em um cinema bem podre? o som era baixo e a imagem não era das melhores. apesar disso, me empolguei bastante com as cenas de ação e com essa espetacular personagem feminina!

    ps: não lembro se eu já tinha dito… mas o visual do site está muito bacana!!

    • Kamila Azevedo 8 julho, 2015 at 00:23 Responder

      Bruno, que pena que a experiência cinematográfica não foi das melhores, mas é fato que “Mad Max: Estrada da Fúria” é um GRANDE filme. Obrigada! 🙂

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