A Bela e a Fera

Nota10
10
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Pela primeira vez em sua história, a Disney faz uma versão live action de um dos mais clássicos filmes de animação produzido pelo estúdio. O escolhido não poderia ser outro: A Bela e a Fera, um longa que marcou história e bateu recordes. Foi o primeiro filme de animação a ser indicado na categoria principal do Oscar e o primeiro filme de animação a vencer o Globo de Ouro de Melhor Filme, na categoria de Comédia ou Musical. Além disso, é uma obra que marcou uma geração de cinéfilos.

O diretor Bill Condon não apresenta algo diferente, em termos da história do filme, mas é o profissional certo para trazer à grande tela, “em carne e osso”, a história de Belle (Emma Watson), a moradora de um pequeno vilarejo francês que sonha com uma vida digna dos livros que lê e que tem plena consciência de que ela pode muito mais do que o destino que estão preparando para ela.

Belle está destinada, sim, a uma vida digna de um dos grandes romances que ela lê. A partir do momento em que ela se vê presa no castelo da Fera (Dan Stevens), em troca da liberdade do seu pai (Kevin Kline), ela passará a viver um conto de fadas ao contrário, que nos ensina a amar verdadeiramente além das aparências, aprendendo a enxergar a beleza que mais importa: a interior, a que nos revela os nossos valores e a nossa pura essência.

São esses elementos que explicam o caráter especial que envolve A Bela e a Fera, um filme que, mesmo que implicitamente replicando cada frame da animação, nos mantém envolvidos no encanto de sua história. Entretanto, o que nos enche os olhos na adaptação live action é a parte estética do filme, com destaque para os trabalhos de figurinos, direção de arte e fotografia. O resultado é uma obra que faz jus à magia, ao sentimento e à emoção que estes personagens evocam em cada um de nós.

A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 2017)
Direção: Bill Condon
Roteiro: Stephen Chbosky e Evan Spiliotopoulos (com base no conto de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont)
Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Josh Gad, Kevin Kline, Ewan McGregor, Ian McKellen, Emma Thompson, Audra McDonald, Stanley Tucci, Gugu Mbatha-Raw

2 comments

  1. Amanda Aouad 24 março, 2017 at 04:08 Responder

    Entendo o encantamento. Também fiquei encantada no cinema, principalmente com a questão estética. Mas algo me soa estranho aqui, acho que eles poderiam ir além mesmo com a mesma história e mesmas músicas.

    • Kamila Azevedo 24 março, 2017 at 11:58 Responder

      Amanda, entendo também o seu ponto de vista. Dá a impressão de um trabalho “preguiçoso” e sem muita “coragem”. Também acho que algo novo poderia ter sido oferecido, até mesmo para justificar mais uma releitura da clássica animação.

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