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Paulo, Apóstolo de Cristo | Resenha Crítica

publicado em:31/05/18 12:36 PM por: Kamila Azevedo Cinema

Um dos mais proeminentes apóstolos do Cristianismo, Paulo de Tarso tem uma história de vida extremamente rica e que, com certeza, resultaria em mais de um filme ou, talvez, em uma minissérie. Paulo, Apóstolo de Cristo, filme dirigido e co-escrito por Andrew Hyatt, faz um recorte específico na vida de Paulo (James Faulkner), quando ele, já preso após ser acusado por Nero de incendiar Roma, relata a sua história para outro apóstolo, Lucas (Jim Caviezel). Os relatos de Paulo, nos encontros que teve com Lucas, estão no livro “Os Atos dos Apóstolos”, da Bíblia Sagrada.

É importante fazer um adendo em relação ao momento histórico no qual o filme se passa. Na Roma governada por Nero, os cristãos viviam às margens da sociedade, sob perseguição, isolados – e escondidos – em comunidades. O risco corrido por Lucas ao ir ao encontro de Paulo era enorme. Entretanto, a ênfase do filme está na transformação que a fé e o amor podem fazer na vida daqueles que se deixam tocar pelos dois sentimentos.

Paulo de Tarso é um daqueles raros seres humanos que teve uma encarnação que podemos classificar como especial. Ele conseguiu evoluir, em uma única existência, tudo aquilo que, muitas vezes, levamos muitas encarnações até conseguir. Para quem não conhece a história dele, o filme oferece alguns relances do que Paulo vivenciou. Primeiro, antes de se tornar apóstolo, quando era conhecido como Saulo, ele se dedicou à perseguição dos discípulos de Jesus. Foi ao vivenciar uma viagem entre Jerusalém e Damasco que Paulo passou pela grande experiência transformadora de sua vida – teve uma visão de Jesus, ficou cego, foi curado e passou a ser um dos maiores pregadores do Cristianismo daquela época.

O exemplo de Paulo – e da sua conversão – é de muita resiliência, força e de alguém que dedicou sua vida a obras missionárias e a difundir o amor de Jesus. Ele foi um líder, um influenciador e seu legado foi visto por meio das inúmeras comunidades cristãs que ele ajudou a fundar. Paulo, Apóstolo de Cristo é um filme que faz um tributo interessante a esta figura, ao emanar justamente tudo aquilo que ele mais propagou: o amor e o ato de oferecer sempre a outra face diante da injustiça. Num mundo que nos pede sempre para reagir e que prega, cada vez mais, a intolerância e o desrespeito entre os semelhantes, um exemplo como esse deve e merece ser visto. Quem sabe, ele não nos ensina algo sobre a nossa própria forma de humanidade? Ainda há tempo para nos transformarmos e evoluirmos.

Paulo, Apóstolo de Cristo (Paul, Apostle of Christ, 2018)
Direção: Andrew Hyatt
Roteiro: Terence Berden e Andrew Hyatt
Elenco: Jim Caviezel, James Faulkner, Olivier Martinez, Joanne Whalley, John Lynch, Yorgos Karamihos

Avaliação/Nota

Nota
7.0

Média Geral



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Jornalista e Publicitária


Comentários


Filme importante, pena que deixei passar nos cinemas, o catolicismo principalmente, e o cristianismo e judaísmo, talvez sejam as religiões mais massacradas e mais propensas a extinção. A vida do apostolo Paulo é muito bom para essa nova geração enxergar e principalmente debater a importância da religião na sociedade, cada vez mais inclinada a movimentos que adoram denegrir e avacalhar a imagem da igreja.

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Bom dia ! Ainda estou para assistir esse filme, mas eu li as cartas de São Paulo. No entanto, a presença de Jim Caviezel como o Evangelista Lucas, que também escreveu o Ato dos Apóstolos, é praticamente garantia de qualidade. Por outro lado, sabe-se que São Paulo jamais pregou a Reencarnação, mas a Ressurreição de Cristo.

“12.Ora, se se prega que Jesus ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns de vós que não há ressurreição de mortos? 13.Se não há ressurreição dos mortos, nem Cristo ressuscitou. 14.Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” I Coríntios, 15 – Bíblia Católica Online.

Sobre o comentário anterior, a Igreja tem 2000 anos. Já passou e passará por muitas crises, porque há homens e mulheres bem diferentes de Paulo, mas há homens e mulheres e sempre haverá, como Madre Teresa de Calcutá, João Paulo II, e tantos outros Santos. A Igreja sobreviverá até o Fim dos Tempos.

Grande abraço, Kamila !

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Eduardo, bom dia! Em primeiro lugar, obrigada pela visita e pelo comentário. Sou espírita e, apesar das muitas crises pelas quais passou a Igreja Católica, eu concordo contigo: a Igreja sempre sobreviverá. A presença de uma figura como o Papa Francisco veio revigorar a fé na religião católica. E, por meio dele, esse exemplo irá perdurar por muitos e muitos anos. Um abraço!

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