>Duro de Matar 4.0 (Live Free or Die Hard, 2007)
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O roteiro de “Duro de Matar 4.0”, que foi escrito por Mark Bomback e David Marconi tendo como base o artigo de John Carlin e os personagens originais de Roderick Thorp, é bastante condizente com os dias atuais. Numa época em que a tecnologia é uma arma muito poderosa, situar a ação do filme em Washington, a capital dos Estados Unidos, atormentada por um ataque de terrorismo virtual é quase que tentar prever o que poderia acontecer no mundo real.
No meio de tudo isto, um homem chamado John McClane (Bruce Willis), um detetive da polícia de Nova York, um profissional à moda antiga. Na realidade, o fato de que McClane leva tudo para o lado pessoal, como se tudo fosse uma afronta à pessoa dele, é uma faca de dois gumes. Se isso faz com que ele tenha perdido a esposa e mantenha um relacionamento péssimo com os filhos – em “Duro de Matar 4.0” só aparece a jovem universitária Lucy (Mary Elizabeth Winstead, a heroína de “Premonição 3”) –; ao mesmo tempo, esta raiva e vontade de resolver as coisas sozinho fazem com que McClane seja o homem perfeito para defender e salvar a honra dos Estados Unidos.
E, olha, que John McClane vai ter um trabalhão. Thomas Gabriel (Timothy Olyphant, no modo canastrão automático), ex-agente do FBI, arma um ataque virtual chamado de “queima de estoque”. Ou seja, em três etapas, Gabriel e sua equipe de hackers irão paralisar os Estados Unidos ao descontrolar os transportes, os meios de comunicação, o sistema financeiro e todas as formas de serviço básico. McClane entra nessa ciranda de acontecimentos quando seu chefe o manda escoltar Matthew Ferrell (Justin Long, que fazia parte do elenco do ótimo seriado “Ed”), um hacker que é um dos suspeitos de estarem envolvidos na ação de Gabriel, até a sede do FBI.
Se o roteiro de “Duro de Matar 4.0” é extremamente atual, o diretor Len Wiseman (da série de filmes “Underworld”) apresenta o seu filme à platéia de uma maneira convencional ao manual dos antigos filmes do gênero de ação. Ele orquestra cenas grandiosas e que superam, em muitas vezes, o limite do real (uma das melhores cenas do filme, inclusive, chega a lembrar o pulo do ônibus entre um viaduto quebrado visto em “Velocidade Máxima”, de Jan de Bont). Isto não significa que “Duro de Matar 4.0” seja um filme ruim. Pelo contrário, o filme tem uma história que prende a atenção e a química existente entre Bruce Willis e Justin Long rende ótimos momentos. “Duro de Matar 4.0” apresenta o icônico John McClane na sua melhor forma: desbocado, corajoso, competente, destruidor e, com todos os perdões pelo trocadilho, totalmente duro de matar.
Cotação: 8,5
Crédito Foto: Yahoo! Movies
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