Cena da Semana
(A derrota de Dinara Safina – Final do Torneio de Roland Garros 2009 – 06.06.2009)
Eu preferia estar falando sobre a vitória de Dinara Safina, mas a ocasião da derrota dela também vale a pena de ser mencionada, até porque são as grandes adversidades que nos deixam as melhores lições. Então, vamos recapitular alguns dos pontos mais importantes da carreira desta maravilhosa tenista russa.
Irmã mais nova de Marat Safin, campeão de dois títulos de Grand Slam, Dinara é a tenista que, desde a aposentadoria de Justine Henin, tem jogado o melhor tênis no circuito da WTA e, por causa disso, merecidamente, conquistou o posto de líder do ranking mundial feminino do esporte. Ao mesmo tempo, Safina tem recebido muitas críticas por ser a número 01 do mundo sem ter conquistado nenhum torneio de Grand Slam (os mais importantes do tênis: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open).
Por três vezes, Dinara esteve bem perto de calar seus críticos: em Roland Garros 2008, no Australian Open 2009 e, agora, em Roland Garros 2009. Nas três vezes, ela foi mal sucedida. Nas três vezes, vimos praticamente o mesmo cenário: Safina com um lado emocional trucidado e sendo presa fácil para suas adversárias, nem lembrando a tenista forte e aguerrida que é.
O que nos leva ao ponto fundamental do post. Quando se existem erros recorrentes, devemos prestar atenção a eles. A falta de estrutura emocional da Dinara, nestes três jogos decisivos, devem servir de exemplo para ela. Safina precisa colocar na cabeça que tem que trabalhar melhor seu psicológico, de forma a não sentir tanto a pressão nesses momentos decisivos.
Não adianta sobrar em quadra nos jogos classificatórios. O momento que importa é o decisivo e é nesse ponto que Safina tem falhado. É importante mencionar que, de jeito algum, a forma como ela perdeu ontem mancha a sua excelente campanha em Roland Garros, mas deixa seus fãs (e eu me incluo nesse grupo) com a orelha em pé. Não queremos ver repetidas as cenas que estão nesse vídeo. Preferimos ver Safina com seu sorriso característico no rosto. Portanto, Dinara, vamos trabalhar esse emocional! Seu primeiro título de Grand Slam é só uma questão de tempo – quem sabe, ele não vem no dia 04 de Julho, em Wimbledon?
Kamila,
não conheço a moça, mas o que temos visto atualmente é uma falta de preparo para atuar em momentos de pressão.
Lembro de um jogo em que o Federer num momento de raiva, tascou a raquete no chão. Aquilo foi a pura demonstração do descontrole emocional.
Enfim, que abram espaço para os colegas psi!!! Na China, já perceberam que o grande pulo do gato é o controle emocional. =)
Beijos e obrigada pelas visitas!
Carol, isso é verdade. As pessoas parece que não sabem como lidar com momentos de pressão. Se até o Federer que é um cara sereno faz isso, imagina alguém que ainda não tem a experiência que ele tem em quadra… Sugiro que veja os ataques emocionais do irmão da Dinara, o Marat, no YouTube. Ele já quebrou até a cadeira na qual os tenistas sentam, nos intervalos das partidas. rsrsrsrsrsrsrrsrssrsrsrsrsrsrs
O controle emocional é tudo mesmo. Ainda mais no mundo em que a gente vive.
Beijos! Obrigada pelas visitas também!
oi kamila…
não sou muito chegado a tennis, mas eu acompanho as notícias, principalmente nas épocas de grand slam.
e curti bastante o paralelo q vc fez entre o tenis e a vida em si. bacana!
pow, a partir de agora vou torcer pra ela ganhe um grand slan! hehehe
t+
Olá Kamila. Tudo bom?
Realmente, o talento pode não ser tudo quando se joga em grande nível. Podemos ver isso tbm no futebol, e talvez seja aqui que este fator “pressão” esteja mais aparente. Vide seleção brasileira galática na copa de 2006, quando confiou demais que já tinha ganho e, na hora H, sentiu-se tão obrigada a ganhar que não conseguiu mostrar que poderia.
Ótima postagem! Aliás, parabéns pelo Blog.
Estou colocando-o na categoria de Favoritos do meu.
Há braços e parabéns!
Paulo Montanaro
Blog Pensando Imagem e Som
Não sei se tem tanto a ver assim, mas como o Paulo entrarei no futebol e colocarei uma citação do gremistão Peninha:
“Os praticantes (e os amantes) do futebol-arte desconhecem – ou no mínimo pervertem – a essência do mais nobre dos esportes. Futebol é um jogo de sangue, suor e lágrimas, que deve ser praticado com dentes rangendo. O futebol – o verdadeiro futebol – é uma metáfora da vida: árduo, eventualmente sombrio, repleto de altos e baixos, dor, superação e glória redentora”.
Quem sabe é isso, tá faltando um pouquinho mais de brio nessa moça para de vez deslanchar nas taças.
Beijãozão!
shaun red, obrigada! Eu também estou na torcida para que a Safina ganhe seu primeiro de muitos Grand Slams. 🙂
Paulo, obrigada. A questão fundamental que eu queria abordar aqui foi falada por você. Não adianta ter talento e confiar nele, para sucumbir ao emocional no momento que importa de verdade. Foi isso que aconteceu com a Safina. A partir do momento em que ela souber lidar com a pressão, com sua emoção, vai dar tudo certo para ela. Abraços!
Marcus, que bela frase do Peninha, hein??? Mas, a Safina tem muitos brios!!! 🙂 Beijão!
Pois é, Kamila. Quantos craques vemos por aí, seja lá em qualquer esporte, que tem muito talento e comeptência, mas que nunca chegam a se firmar por questões emocionais, de não saber lidar com aquilo tudo? Aliás, pensando agora, não só no esporte, mas nas artes tbm! Muita gente de talento sucumbe diante da pressão de ter que fazer melhor, de superar o melhor, de dar o melhor de si…
Há braços
Não sei se seria exatamente a mesma situação, mas boa parte dos esportistas brasileiros também parecem estar despreparados emocionalmente para competições de grande porte. Nas Olimpíadas, por exemplo, muitos de nossos atletas eram até favoritos, mas na hora decisiva deixaram o emocional falar mais alto…
Paulo, exatamente. Lidar com a pressão parece ser a grande questão do ser humano. A gente sucumbe facilmente. Não aguentamos o tranco. Abraços!
Vinícius, muito bem lembrado, Vinícius. É só pensar nos casos de Rodrigo Pessoa (se bem que a culpa foi do cavalo dele, o Baloubet de Ruet), Diego Hypólito e Daiane dos Santos.
Ah Kamila, nao sabia que eras fã de tennis, parabens. Eu, alem de fã, jogo um pouco quando dá tempo.A Safina, junto com a doçura da Ivanovic sao minhas preferidas. Nesse Roland Garros fiquei duplamente triste por elas.
Na verdade, gosto ainda mais da Safina, pois ela, infelizmente, tem esse Q de brasileira, ao se descontrolar emocionalmente na hora da onça beber agua, como diria o comentarista Paulo Cleto.
Mas acho que ela tem muito tennis pra mostra ainda, e certamente ganhará seu Grand Slam.
Bjao
Rogerio, eu acompanho tênis, sim. Gosto bastante. Que legal que você, além de fã, joga o esporte. As minhas jogadoras favoritas são a Jankovic e a Safina. E fiquei duplamente triste por elas. A Safina tem algo que a Jankovic não tem, por exemplo: gana e emoção. A Safina sente TUDO o que está fazendo em quadra. E eu concordo com a finalização de seu comentário. Beijo!