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O Gato de Botas

publicado em:4/01/12 12:20 AM por: Kamila Azevedo Cinema

O personagem Gato de Botas (dublado por Antonio Banderas) apareceu, pela primeira vez, no mundo da animação, em “Shrek 2”, filme dirigido por Andrew Adamson, Kelly Asbury e Conrad Vernon. Na ocasião, o personagem roubou a cena por completo, se transformando em um dos destaques da obra. Era inevitável que ele acabasse estrelando seu próprio filme. Isso acontece sete anos após a estreia de “Shrek 2”, com “Gato de Botas”, animação dirigida por Chris Miller.

O roteiro do filme, que foi escrito por David H. Steinberg, Tom Wheeler e Jon Zack, nos apresenta a história por trás do Gato de Botas. Ele abandonou sua família, se tornou um fugitivo da justiça e sua grande busca na vida é limpar o seu nome. Ele tem a oportunidade de fazer isso quando seu caminho cruza com o da dupla de assassinos formada por Jack (dublado por Billy Bob Thornton) e Jill (dublada por Amy Sedaris), cujos boatos dão conta de que ambos andam com a posse de feijões mágicos, que são o passaporte para a descoberta da Gansa Dourada, que vive no Castelo do Gigante, onde coloca seus ovos de ouro.

Obviamente, o Gato de Botas, por mais sedutor, malando e competente que seja, nunca vai conseguir esses feijões mágicos sozinho. É aqui que o trio de roteiristas inserem na história de “Gato de Botas”, os outros dois personagens que se tornarão cúmplices do nosso protagonista nessa sua busca: seu irmão de criação, Humpty Alexandre Dumpty (dublado por Zach Galifianakis), que ele conheceu no orfanato em que passou sua infância; e Kitty Pata-Mansa (dublada por Salma Hayek), que é uma versão feminina do Gato de Botas. A interação entre esses três personagens que irá mover toda a trama desse filme.

“Gato de Botas”, como se pode perceber, segue muito a linha da série “Shrek”, no sentido de que se utiliza de personagens e tramas bem conhecidas do universo infantil – por exemplo, a trama dos feijões mágicos foi inspirada em “João e o Pé de Feijão”, Humpty Alexandre Dumpty é baseado num personagem muito conhecido da literatura infantil norte-americana e, claro, o próprio Gato de Botas é protagonista de um conto de fadas escrito pelo francês Charles Perrault. A diferença é que, ao contrário da série “Shrek”, este universo não nos é apresentado de uma forma atualizada e “desvirtuada”. Para fazer jus ao seu personagem principal, “Gato de Botas” é um filme com muitas cenas de ação e que sempre tem algo novo acontecendo, o que dá um movimento enorme à trama.

Cotação: 7,0

Gato de Botas (Puss in Boots, 2011)
Direção: Chris Miller
Roteiro: David H. Steinberg, Tom Wheeler e Jon Zack (com base na história de Will Davies, Bryan Lynch e no personagem escrito por Charles Perrault)
Com as vozes de: Antonio Banderas, Salma Hayek, Zach Galifianakis, Billy Bob Thornton, Amy Sedaris, Constance Marie, Guillermo del Toro



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Comentários


Eu pensei que Gato de Botas iria ser o azarão do ano, sabe? Até que fez bastante sucesso e foi bem recebido… O personagem em si não me interessa muito, então nem tenho aquela vontade enorme em ver o filme.

Abs.

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Flávio, tem muito carisma. Isso é verdade.

Paulo, discordo que 2011 tenha sido um ano fraco para as animações. 2011 foi um ano fraco para a Pixar, nesse gênero. Tivemos muitos ótimos filmes no gênero. Beijos!

Raspante, eu nunca pensei nisso. Não tinha muitas expectativas em relação ao filme. E acho que por isso mesmo que acabei gostando da obra. Abraços!

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É o tipo de filme que por vezes te faz rir, te diverte e parece passatempo indispensável – porém tem tudo para ser esquecido já na próxima temporada. De qualquer modo, é recomendável.
Beijos!

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É um filme divertido, com altos e baixos, principalmente no meio. Mas, o carisma do personagem nos envolve.

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Reinaldo, o carisma do personagem foi bastante preservado, sim. Beijos!

Weiner, exatamente. Recomendável! Beijos!

Amanda, concordo com você.

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Muito inteligente produzirem um longa especial para o Gato de Botas, o melhor personagem da franquia Shrek – mesmo que tenham desgastado ele, repetindo piadas e situações. Aqui ele ganha brilho novo e próprio, claro. Acho bastante divertido, com ótimas sequências de ação, só peca mesmo pelo personagem do Ovo, que é todo problemático, mal construído e cheio de contradições!

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