A Missão do Gerente de Recursos Humanos

“A Missão do Gerente de Recursos Humanos”, filme do diretor Eran Riklis, possui um título que já explica muita coisa que você precisa saber sobre a história que assistiremos. No roteiro escrito por Noah Stollman, acompanharemos o tal Gerente (Mark Ivanir), na grande missão que ele tem que cumprir no decorrer dos 103 minutos de duração deste longa: levar o corpo de Yulia, funcionária da panificadora na qual ele trabalha, que foi morta num atentado suicida em Israel, para ser enterrada no vilarejo onde a mãe dela mora, na Romênia, a pedido do filho dela (Noah Silver).
É curioso, aliás, notar que todos os personagens deste filme não possuem nomes. Todos recebem referências de acordo com o papel que desempenham dentro da missão a ser cumprida pelo Gerente. Portanto, temos a Viúva, o Divorciado, a Avó, o Vice-Cônsul, o Babaca, o Ex-Marido, o Motorista, o Funcionário do Necrotério, a Freira, a Filha, a Secretária, dentre outras pessoas que o Gerente acaba encontrando pelo caminho – e que fazem, aliás, com que esse filme nunca caia no marasmo.
A verdade é que ele acabou entrando nessa missão para salvar a panificadora na qual trabalha. Yulia tinha sido demitida da sua função de ASG há um mês e teve seu nome ligado ao estabelecimento, pois, quando seu corpo foi encontrado, ela tinha um contracheque de lá no bolso. Como o caso do atentado chama muito a atenção, um repórter acaba fazendo uma matéria na panificadora que pinta o Gerente de Recursos Humanos como a pior pessoa do universo. Ele está com a missão de levar o corpo de Yulia para limpar não só a sua imagem como a da empresa na qual ele trabalha – ou seja, estamos diantes de um ótimo case administrativo.
Um dos elementos mais interessantes de “A Missão do Gerente de Recursos Humanos” é que o roteiro foi estruturado na forma de road movie. Na medida em que estabelece o contato com essas diversas pessoas, o protagonista do filme vai modificando a sua própria forma de ser e vai se transformando numa pessoa mais maleável. Neste sentido, também é importante mencionar algo em que o diretor Eran Riklis foi muito feliz, uma vez que seu filme equilibra muito bem os momentos dramáticos, com instantes cômicos que quebram um pouco a seriedade do tema um tanto pesado do longa.
Cotação: 6,0
A Missão do Gerente de Recursos Humanos (The Human Resources Manager, 2010)
Direção: Eran Riklis
Roteiro: Noah Stollman (com base no livro de Abraham B. Jehoshua)
Elenco: Mark Ivanir, Gila Almagor, Reymond Amsalem, Noah Silver, Guri Alfi, Irina Petrescu, Rosina Kambus, Julian Negulesco, Bogdan E. Stanoevich, Papil Panduru, Yigal Sade, Ofir Weil, Sylwia Drori, Roni Koren, Dana Serno
Típico filme que, algum dia, um professor meu de Recursos Humanos passará. Hehehe. Mas fiquei super interessado!
Luís, é sue área. Com certeza, você vai ver esse filme de uma forma diferente da que eu vi. 🙂
Massa, já ouvi falar desse filme…e muito me interessa já que sou professor de administração hehehe.
Fabrício, olha aí. Só o pessoal de Administração comentando o post. 🙂
Fiquei interessada também.
Amanda, é um filme legal e diferente. Se puder assistir, veja. 🙂
Olha só, trabalhei um ano neste setor num escritório. Rs! Não conheço o filme, nunca nem tinha ouvido falar. Obrigado por dar espaço a ele. Certamente verei – apesar das ressalvas – justamente pela proximidade que tenho com o caso. Abraço!
Alyson, eu nunca trabalhei com Administração ou Recursos Humanos, mas acho que esse filme deve ser interessante pra quem é ou teve experiência na área. Espero que, se assistir ao filme, goste! Abraços!
eu não conhecia, vou procurar.
A premissa é bem diferente,curioso não haver nomes para nenhum personagem(a última vez que eu vi isso foi “Ensaio Sobre a Cegueira”).Fiquei curioso com um roteiro elaborado em cima de um road movie,mas com uma trama tão diferente.Não vi o filme,fica dificil comentar,estou me baseando na sua critica.O cinema israelense,coreano e brasileiro esta em uma ascenção vertiginosa.Verei assim que chegar em minhas mãos(o filme não foi lançado nos cinema da minha cidade).
Beijos!
Cleber, procure, sim.
Paulo, assista, se puder. Aqui, o filme passou numa sessão de arte. Beijos!
Nunca tinha ouvido falar desse filme. A premissa me pareceu muito interessante, e a sacada dos nomes parece brilhante. Vou atrás, quando puder! 😉
Júlio, assista, sim, se puder.