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Bohemian Rhapsody | Resenha Crítica

publicado em:6/11/18 2:48 PM por: Kamila Azevedo Cinema

Bohemian Rhapsody não é só o título da cinebiografia do cantor Freddie Mercury, dirigida por Bryan Singer. Também é o nome de uma das canções mais clássicas da banda Queen. Originalmente encartada no disco A Night at the Opera, de 1975, cuja pré-produção está retratada no filme, “Bohemian Rhapsody” é um dos maiores sucessos do grupo. Com 5 minutos e 50 segundos de duração, é uma música de estrutura bastante inovadora, sem refrão e contendo uma mistura de rock, hard rock e ópera.

Podemos considerar Bohemian Rhapsody como uma cinebiografia de livre inspiração na história de Freddie Mercury. O roteiro escrito por Anthony McCarten toma certas liberdades, especialmente no que diz respeito à natureza do relacionamento entre Freddie e sua família. O filme deixa subentendido que os pais não aceitavam a opção sexual do seu filho, nem sua carreira, muito menos o fato de que Freddie negou muito as suas origens como descendente de parsis zoroastrianos. No entanto, a realidade é que Freddie sempre foi muito próximo à sua família e os pais acompanharam de perto a sua trajetória pessoal e profissional.

Liberdades à parte, Bohemian Rhapsody tem como eixo principal, na realidade, a transformação de Farrokh Bulsara em Freddie Mercury e o quanto a sua persona pública intensa, criativa, que buscava sempre fazer algo novo e inimaginável, foi consumindo-o ao ponto de ele ter perdido o contato com tudo aquilo que ele verdadeiramente era. Bohemian Rhapsody mostra que Freddie Mercury era um cantor e artista extraordinários, mas que ele era muito melhor quando acompanhado de Brian May, Roger Taylor e John Deacon, seus companheiros do Queen.

Por isso mesmo, Bohemian Rhapsody encontra seus melhores momentos quando a vibração e a ousadia do Queen estão em tela. Apesar da linha temporal bastante confusa e da produção tempestuosa (o diretor Bryan Singer foi demitido semanas antes do fim da produção, após desavenças com a equipe, em especial com seu ator principal), o filme termina de forma muito corajosa, com a sequência inteira dos 20 minutos de show do Queen no Live Aid, em 1985. Nesse ato final, estão potencializados tudo aquilo que fazem de Bohemian Rhapsody um bom filme, em especial: a reconstituição da época, a caracterização perfeita dos integrantes do Queen e a atuação maravilhosa de Rami Malek, que incorpora sua personagem de uma maneira visceral.

Bohemian Rhapsody (Bohemian Rhapsody, 2018)
Direção: Bryan Singer
Roteiro: Anthony McCarten (com base na história escrita por ele mesmo e por Peter Morgan)
Elenco: Rami Malek, Lucy Boynton, Gwilym Lee, Ben Hardy, Joseph Mazzello, Tom Hollander, Mike Myers

Avaliação/Nota

Nota
8.0

Média Geral



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Jornalista e Publicitária


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