As Doze Estrelas

Existem doze signos do zodíaco. E a astrologia é um elemento forte do roteiro de “As Doze Estrelas”, filme escrito e dirigido por Luís Alberto Pereira. Explicamos: o protagonista da obra é um astrólogo chamado Herculano Fontes (Leonardo Brício), que foi contratado por uma emissora de TV, para dar consultoria à escritora da sua mais nova telenovela. O papel dele nunca fica claro qual é, mas, ao que tudo indica, ele tem que analisar as doze possíveis atrizes principais do folhetim, talvez, percebendo, de que forma elas convergem em energia para o provável sucesso da obra.

Entretanto, “As Doze Estrelas” é um filme muito confuso de se compreender, porque o roteiro de Luís Alberto Pereira é extremamente errante em sua construção. Apesar de ter essa premissa principal como seu eixo narrativo, na realidade, o filme aborda a jornada de Herculano Fontes, um ser extremamente solitário e machucado emocionalmente. Está claro que ele tem problemas e está precisando de uma correção no seu caminho – aí entra o personagem de Paulo Betti, um curador de almas, que é mais um ser sem propósito definido dentro dessa trama; assim como as doze atrizes a quem ele entrega a sinopse da novela, as quais, cada uma a seu modo, mostram-no um aspecto diferente da vida.

Como já foi notado diversas vezes neste texto, um dos maiores problemas de “As Doze Estrelas” é o roteiro de Luís Alberto Pereira, que nunca consegue estabelecer uma coerência lógica entre o que se passa em tela. O filme parece uma colagem de diversas ideias – todas estúpidas, diga-se de passagem. O longa sofre também com uma estética altamente amadorística, ao ponto de você nunca achar que está assistindo a um filme; e com atuações sofríveis de um elenco extremamente fraco. O resultado é um dos piores longas produzidos pelo cinema brasileiro desde a sua retomada.

Cotação: 0,0

As Doze Estrelas (2011)
Direção: Luís Alberto Pereira
Roteiro: Luís Alberto Pereira
Elenco: Leonardo Brício, Cláudia Mello, Paulo Betti, Cássio Scapin, Milla Christie, Francisca Queiroz, Carla Regina, Leona Cavalli, Silvia Lourenço

20 comments

  1. João Paulo 1 junho, 2011 at 02:28 Responder

    Pior do que os filmes infantis da Xuxa?
    Pior do que Cinderela Bahiana?
    Pior do que qualquer enlatado da globo?

    MEDO!
    Mas infelizmente não estamos ilesos de encontrar filmes fracos do cinema nacional que cresce a cada ano …

    Beijos Milla!

  2. Paulo Ricardo 1 junho, 2011 at 04:11 Responder

    Caso 39 e Insolação foram os filmes que receberam as piores criticas do blog.Em relação ao filme estrelado por Reneé Zellweger eu achei bem original vc comentar o filme através de uma carta rss.E pela primeira vez eu leio uma critica sua e a nota é 0,0.O mesmo cinema que produz Central do Brasil,Cidade de Deus e Tropa de Elite,produz tbm 400 contra 1-A História do comando vermelho,Insolação(filme pseudo/intelectual) e As Doze Estrelas.Antigamente toda vez q eu assistia um filme brasileiro muito ruim eu questionava a lei de incentivo a cultura.Eu sou a favor da lei de incentivo,pq a cada 10 filmes porcarias temos um Tropa de Elite,pra cada 5 filmes meia boca temos o ótimo É proibido Fumar.E um país que revela cineastas do calibre de Salles,Meirelles,Padilha,Furtado e Dhalia é um país com cinema de altissima qualidade.Você argumentou muito bem o pq vc não gostou do filme.Kamila vc tem tanta credibilidade comigo que por esse 0,0 eu não vou ver esse filme.E ponto final.Beijos e parabéns pela coragem de desmascarar filmes ruins.

    • Kamila 1 junho, 2011 at 09:32 Responder

      Raspante, mesmo sendo um filme muito ruim, acho que você não deve passar longe dele. rsrsrrs Sou favorável a que a gente assista filmes ruins, até mesmo para sabermos reconhecer aquilo que é bom.

      João, isso é verdade. O que mais me espanta nisso tudo é como um projeto de roteiro ruim desse conseguiu ter tanto incentivo das leis e dos parceiros…. rsrsrsrsrs

      Paulo, obrigada pela parte que me toca. Eu também, quando vejo filmes assim, questiono muito as leis de incentivo, que permitem que projetos ruins consigam ser aprovados nela. Beijos!

    • Kamila 1 junho, 2011 at 09:33 Responder

      Cristiano, pois é. E eu não consigo compreender como, mesmo sabendo que este filme era ruim, porque eu li as críticas antes de conferi-lo, eu ainda o assisti….

  3. Amanda Aouad 1 junho, 2011 at 16:48 Responder

    é… também fiquei com medo… Apesar de sempre prestigiar cinema nacional e concordar com você em relação a ver todo tipo de filme, acho que esse vai pro fim da lista. :p

    • Kamila 1 junho, 2011 at 23:42 Responder

      concursos públicos, pois é!

      Amanda, assim como você, sempre prestigio o cinema nacional. Mesmo sendo num filme ruim! rsrsrs

      Cleber, que bom que não conhece!

    • Kamila 3 junho, 2011 at 02:02 Responder

      João Linno, pois é. As novelas da Globo são bem melhores que esse filme! Beijos!

      Marina, eu nem o trailer assisti, antes. Mas, tinha lido as críticas que diziam que este filme era sofrível. Por quê eu não as escutei??

  4. Os Piores Filmes de 2011 « Cinéfila por Natureza 27 dezembro, 2011 at 00:39 Responder

    […] Um dos maiores problemas de “As Doze Estrelas” é o roteiro de Luís Alberto Pereira, que nunca consegue estabelecer uma coerência lógica entre o que se passa em tela. O filme parece uma colagem de diversas ideias – todas estúpidas, diga-se de passagem. O longa sofre também com uma estética altamente amadorística, ao ponto de você nunca achar que está assistindo a um filme; e com atuações sofríveis de um elenco extremamente fraco. O resultado é um dos piores longas produzidos pelo cinema brasileiro desde a sua retomada. (Crítica publicada em 01 de Junho de 2011) […]

  5. Gustavo 23 outubro, 2014 at 19:18 Responder

    Eu estava presente na estréia em Paulínia e a recepção do longa foi triste…Ninguém entendeu nada! Uma pena pois acompanhei uma parte das filmagens e não imaginava que seria tão nonsense….Mas que é fato é ruim não dá pra negar!

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