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Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer

Desde o primeiro filme da série cinematográfica “Duro de Matar”, uma coisa a gente já aprendeu sobre o seu protagonista: o detetive de polícia da cidade de Nova York, John McClane (Bruce Willis). Ele é totalmente comprometido com o seu papel, a ponto de negligenciar por completo a sua vida pessoal, principalmente os seus relacionamentos familiares. Portanto, em paralelo ao relato do caráter heróico e devotado de John McClane à atividade de defender o seu país, sempre fomos confrontados com a relação dele com membros de sua família mais próxima, como a esposa Holly (Bonnie Bedelia) e a filha Lucy (Mary Elizabeth Winstead). Em “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer”, dirigido por John Moore, chegou a vez de conhecermos o seu filho Jack (Jai Courtney).

Na medida em que o roteiro escrito por Skip Woods vai se desenvolvendo, fica claro para a plateia que pai e filho, além de compartilharem o mesmo nome (nos Estados Unidos, Jack é apelido para o nome John), possuem muitas características em comum, principalmente o fato de que decidiram se dedicar a uma atividade profissional arriscada (Jack trabalha como agente da CIA) e de que ambos têm que terminar aquilo que começaram, mesmo que isso signifique que eles irão enfrentar os mais perigosos desafios e oponentes.

A história de “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer” está situada em Moscou, cidade na qual Jack está trabalhando numa operação da CIA visando desvendar o mistério envolvendo os dois criminosos por trás do acidente nuclear em Chernobyl. Como em um filme como esses, nada é o que parece – principalmente as pessoas, que sempre possuem um caráter bastante dúbio –, Jack vai se vendo cada vez mais enrolado nos desdobramentos da sua investigação. Cabe a seu pai, John McClane, ir ao seu resgate involuntário – uma vez que o pai não viaja para a capital russa ciente daquilo que irá enfrentar.

Um dos pontos mais interessantes de “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer” é perceber que o grande barato do filme é nos mostrar pai e filho resolvendo os seus problemas – e aprendendo a serem mais tolerantes um com o outro – no meio de um confronto seríssimo com forças locais russas. O diretor John Moore, que tem um histórico interessante no gênero de ação, acrescenta muito a uma das franquias mais clássicas dos anos 80 por meio de uma direção segura de cenas de ação que fazem jus à tradição John McClane e que ainda chamam a atenção por terem a cara do cinema de ação moderno.

Por falar em cara do cinema de ação moderno, está claro qual foi a maior influência de “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer”: os filmes da série James Bond. Desde o subtítulo do longa, passando pela trilha sonora composta por Marco Beltrami e pelo desenho da trama principal (que envolve um jogo de espionagem com pitadas de trama política), tudo poderia muito bem estar presente em alguma obra do agente 007. Porém, o que incomoda mais neste filme, por incrível que pareça, é ver um personagem clássico como John McClane servindo de escada para o seu filho. Não sei quem é Jai Courtney, acredito que esse seja o primeiro papel de destaque dele no cinema, mas, tendo em vista o que presenciamos em “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer”, ele deve ser uma das apostas da indústria cinematográfica para os próximos anos.

7 comments

  1. Pablo 5 março, 2013 at 22:41 Responder

    Muito fraco esse filme, em comparação com Duro de Matar 3 – A vingança e Duro de Matar 4, que tinham dois vilões muito bem feitos. Nesse além de não ter um vilão a altura da serie, ainda tem um roteiro muito fraco e fica procurando um jeito de terminar a saga de John McClane e passar para o filho John.

    • Kamila Azevedo 5 março, 2013 at 23:06 Responder

      Pablo, senti falta também de um vilão à altura do John McClane, mas o que me incomodou mesmo foi ver a personagem servindo de escada pro filho…

  2. Reinaldo Glioche 6 março, 2013 at 01:09 Responder

    Jai Courtney é mesmo uma das apostas do cinema de ação. Esse é o segundo papel de destaque dele em meses. Ele foi o vilão em Jack Reacher, com Tom Cruise e já está envolvido em outras fitas para lançamentos futuros com Willis e Vin Diesel, por exemplo.
    Não detecto essa influência de 007 nesse novo filme da franquia Duro de matar. Acho que, desde que foi retomada em 2007, a série buscou uma modernização (e conexão com o público mais jovem) que foi elevada às últimas consequências nesse quinto filme.

  3. Amanda Aouad 6 março, 2013 at 03:31 Responder

    Pois é, John McClane servindo de escada para o filho, não é mais John McClane. Aliás, eu gosto mesmo é do John McClane dos dois primeiros filmes, em um local fechado, que ele está por acaso, na véspera de natal e acaba se envolvendo onde não é chamado.

    • Kamila Azevedo 6 março, 2013 at 16:28 Responder

      Reinaldo, vi na ficha dele no IMDB que ele esteve em “Jack Reacher”, mas, como não assisti a este filme, fiquei sem me pronunciar sobre o envolvimento dele no longa em questão. Eu concordo que essa foi uma série que sempre buscou a aproximação com a modernização e a prova disso é que a franquia se sustenta – e bem – até hoje.

      Amanda, exatamente. Eu também gosto do John McClane dos dois primeiros filmes da série.

  4. Elton Telles 22 março, 2013 at 12:53 Responder

    Eu ainda não assisti a “Duro de Matar 5” e confesso que minha vontade é nula.
    O trailer é desânimo puro e a impressão que me passa é que descaracterizaram o célebre personagem de Willis, John McClane.
    Vc pega os primeiros filmes da série, o cara é um fodido que se dá bem na sorte e pela sua esperteza, mas os últimos exemplares (nao vi o 5) mostra o cara como um grande arquiteto de planos que explodir um helicóptero com um carro parece ser fichinha.
    Enfim, vou acabar vendo por curiosidade e pra falar que vi mesmo rs, mas vou adiar o máximo que puder…

    Bjs!

    • Kamila Azevedo 24 março, 2013 at 01:21 Responder

      Elton, sim, a sua impressão está correta. A personagem do Bruce Willis foi totalmente descaracterzada e, aqui, serve de escada pro filho dele brilhar.

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