O Verão da Minha Vida

publicado em:12/08/14 1:12 AM por: Kamila Azevedo Filmes

A história por trás do conflito central de “O Verão da Minha Vida”, filme dirigido e escrito pela dupla Nat Faxon e Jim Rash, é das mais clichês do cinema. Por meio dela, acompanharemos o registro de um determinado momento da vida de um adolescente, no qual ele passará por uma experiência de grande amadurecimento, marcando, definitivamente, a sua vida. Nada melhor do que isso ocorrer em meio ao verão, época de férias, em que as pessoas estão mais abertas ao que se caracteriza como novo.

Duncan (Liam James) tem 16 anos e é um adolescente muito introvertido. Fruto de um lar desfeito, a seu contragosto, ele viaja para passar as férias de verão, com sua mãe, Pam (Toni Collette), com o namorado dela, Trent (Steve Carell), e com a filha deste (Zoe Levin) em uma pequena cidade praiana, ao lado da também família desfeita – e bizarra – do padrasto. A gente não sabe, mas a trajetória de Duncan será marcada por um diálogo que ele tem com Trent na primeira cena do filme, quando este lhe pergunta como ele se vê na vida. Trent julga que Duncan é um “fracassado”, pois ele não se joga para a vida.

Esse verão, então, promete ser o ponto de virada para Duncan. Durante os 103 minutos de duração de “O Verão da Minha Vida”, assistimos ao adolescente se abrir para o relacionamento com o sexo oposto, tomar coragem de desabafar sobre as suas insatisfações com a mãe, enfrentar aquilo que ele não gosta no seu padrasto e arrumar o seu primeiro emprego, num parque aquático. Tudo isso proporcionará a Duncan a vivência de algo novo que será fundamental para o amadurecimento que ele terá nesse período.

Longa que marca a estreia de Nat Faxon e Jim Rash (roteiristas de “Os Descendentes”, filme de Alexander Payne) na direção, “O Verão da Minha Vida” guarda em comum com essa outra obra o tema da transformação pessoal vivenciada pelos personagens principais. Só que, ao contrário de Matt King (que precisa reaprender a valorizar a sua vida, deixando de lado os ressentimentos que o cercam), a jornada de Duncan é rumo à afirmação pessoal, de forma a ele seguir em frente com segurança em busca daquilo que quer. Nesse sentido, é fundamental a atuação do elenco de apoio, que supre a falta de experiência de Liam James com atuações extremamente cativantes – como as de Sam Rockwell, como o patrão de Duncan, e de Toni Collette, como a mãe que tenta fazer o melhor para seu filho.



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Kamila Azevedo

Jornalista e Publicitária



Comentários


Concordo que essa história é clichê,mas o filme tem uma abordagem bem delicada em relação ao amadurecimento e a viagem do protagonista,os clichês estão presentes na namoradinha que ele arruma nas férias,na relação conturbada com o padrasto(Steve Carell) e o inicio de amizade com o personagem de Sam Rockell.Prefiro “Adventureland” de Greg Mottola com Jesse Eisenberg.Ainda estou confuso com a noticia da morte de Robin Williams…

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Paulo, a abordagem é muito delicada, mas, de toda maneira, clichê. O filme não apresenta nada de novo em relação ao que vimos em filmes de temática parecida com esse. Também prefiro “Adventureland”. E lamentável a notícia da morte do Robin Williams. Fiquei muito emocionada com isso.

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