logo

Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer

publicado em:5/03/13 10:18 PM por: Kamila Azevedo Cinema

Desde o primeiro filme da série cinematográfica “Duro de Matar”, uma coisa a gente já aprendeu sobre o seu protagonista: o detetive de polícia da cidade de Nova York, John McClane (Bruce Willis). Ele é totalmente comprometido com o seu papel, a ponto de negligenciar por completo a sua vida pessoal, principalmente os seus relacionamentos familiares. Portanto, em paralelo ao relato do caráter heróico e devotado de John McClane à atividade de defender o seu país, sempre fomos confrontados com a relação dele com membros de sua família mais próxima, como a esposa Holly (Bonnie Bedelia) e a filha Lucy (Mary Elizabeth Winstead). Em “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer”, dirigido por John Moore, chegou a vez de conhecermos o seu filho Jack (Jai Courtney).

Na medida em que o roteiro escrito por Skip Woods vai se desenvolvendo, fica claro para a plateia que pai e filho, além de compartilharem o mesmo nome (nos Estados Unidos, Jack é apelido para o nome John), possuem muitas características em comum, principalmente o fato de que decidiram se dedicar a uma atividade profissional arriscada (Jack trabalha como agente da CIA) e de que ambos têm que terminar aquilo que começaram, mesmo que isso signifique que eles irão enfrentar os mais perigosos desafios e oponentes.

A história de “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer” está situada em Moscou, cidade na qual Jack está trabalhando numa operação da CIA visando desvendar o mistério envolvendo os dois criminosos por trás do acidente nuclear em Chernobyl. Como em um filme como esses, nada é o que parece – principalmente as pessoas, que sempre possuem um caráter bastante dúbio –, Jack vai se vendo cada vez mais enrolado nos desdobramentos da sua investigação. Cabe a seu pai, John McClane, ir ao seu resgate involuntário – uma vez que o pai não viaja para a capital russa ciente daquilo que irá enfrentar.

Um dos pontos mais interessantes de “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer” é perceber que o grande barato do filme é nos mostrar pai e filho resolvendo os seus problemas – e aprendendo a serem mais tolerantes um com o outro – no meio de um confronto seríssimo com forças locais russas. O diretor John Moore, que tem um histórico interessante no gênero de ação, acrescenta muito a uma das franquias mais clássicas dos anos 80 por meio de uma direção segura de cenas de ação que fazem jus à tradição John McClane e que ainda chamam a atenção por terem a cara do cinema de ação moderno.

Por falar em cara do cinema de ação moderno, está claro qual foi a maior influência de “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer”: os filmes da série James Bond. Desde o subtítulo do longa, passando pela trilha sonora composta por Marco Beltrami e pelo desenho da trama principal (que envolve um jogo de espionagem com pitadas de trama política), tudo poderia muito bem estar presente em alguma obra do agente 007. Porém, o que incomoda mais neste filme, por incrível que pareça, é ver um personagem clássico como John McClane servindo de escada para o seu filho. Não sei quem é Jai Courtney, acredito que esse seja o primeiro papel de destaque dele no cinema, mas, tendo em vista o que presenciamos em “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer”, ele deve ser uma das apostas da indústria cinematográfica para os próximos anos.



Post Tags

Jornalista e Publicitária


Comentários


Muito fraco esse filme, em comparação com Duro de Matar 3 – A vingança e Duro de Matar 4, que tinham dois vilões muito bem feitos. Nesse além de não ter um vilão a altura da serie, ainda tem um roteiro muito fraco e fica procurando um jeito de terminar a saga de John McClane e passar para o filho John.

Responder

Pablo, senti falta também de um vilão à altura do John McClane, mas o que me incomodou mesmo foi ver a personagem servindo de escada pro filho…

Responder

Jai Courtney é mesmo uma das apostas do cinema de ação. Esse é o segundo papel de destaque dele em meses. Ele foi o vilão em Jack Reacher, com Tom Cruise e já está envolvido em outras fitas para lançamentos futuros com Willis e Vin Diesel, por exemplo.
Não detecto essa influência de 007 nesse novo filme da franquia Duro de matar. Acho que, desde que foi retomada em 2007, a série buscou uma modernização (e conexão com o público mais jovem) que foi elevada às últimas consequências nesse quinto filme.

Responder

Pois é, John McClane servindo de escada para o filho, não é mais John McClane. Aliás, eu gosto mesmo é do John McClane dos dois primeiros filmes, em um local fechado, que ele está por acaso, na véspera de natal e acaba se envolvendo onde não é chamado.

Responder

Reinaldo, vi na ficha dele no IMDB que ele esteve em “Jack Reacher”, mas, como não assisti a este filme, fiquei sem me pronunciar sobre o envolvimento dele no longa em questão. Eu concordo que essa foi uma série que sempre buscou a aproximação com a modernização e a prova disso é que a franquia se sustenta – e bem – até hoje.

Amanda, exatamente. Eu também gosto do John McClane dos dois primeiros filmes da série.

Responder

Eu ainda não assisti a “Duro de Matar 5” e confesso que minha vontade é nula.
O trailer é desânimo puro e a impressão que me passa é que descaracterizaram o célebre personagem de Willis, John McClane.
Vc pega os primeiros filmes da série, o cara é um fodido que se dá bem na sorte e pela sua esperteza, mas os últimos exemplares (nao vi o 5) mostra o cara como um grande arquiteto de planos que explodir um helicóptero com um carro parece ser fichinha.
Enfim, vou acabar vendo por curiosidade e pra falar que vi mesmo rs, mas vou adiar o máximo que puder…

Bjs!

Responder

Elton, sim, a sua impressão está correta. A personagem do Bruce Willis foi totalmente descaracterzada e, aqui, serve de escada pro filho dele brilhar.

Responder

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.